Estagiária do Fórum organizava esquema de golpes e premiava comparsas em MT Juiz mantém prisão de casal investigado por golpes virtuais que simulavam atendimentos bancários em Tangará da Serra.
O juiz Anderson Gomes Junqueira decidiu que Lília Grazielly Correia da Silva, de 20 anos, e Mauro Henrique Santos Vilela, de 22, devem continuar presos enquanto a polícia investiga os golpes virtuais aplicados pelo casal em Tangará da Serra. Segundo a investigação, eles se passavam por funcionários de banco para enganar vítimas e obter dados bancários.
Mensagens encontradas nos celulares apreendidos mostram como o esquema funcionava. O casal utilizava diferentes números de WhatsApp, enviava textos padronizados e direcionava as vítimas para links falsos que imitavam páginas oficiais. Parte dessas abordagens foi registrada poucas horas antes da chegada da polícia à residência onde eles estavam.
As mensagens encontradas nos celulares apreendidos mostram como o esquema funcionava. – Foto: ReproduçãoO caso começou a ser investigado há cerca de 30 dias, após denúncias de que a estagiária apresentava sinais de enriquecimento incompatível com o salário de aproximadamente R$ 2 mil que recebia no Fórum. Apesar da pouca idade, Lília circulava com um Corolla, um Ford Fusion, motocicleta importada e aparelhos celulares de última geração, o que despertou suspeitas sobre a origem da renda.
Com base nas informações reunidas, a Justiça autorizou mandado de busca e apreensão. No endereço do casal, os policiais encontraram seis telefones, um notebook, grande quantidade de chips e valores em dinheiro, além das conversas que comprovam a participação direta de ambos nas fraudes.
Os prints extraídos dos aparelhos mostram que Lília organizava o envio das mensagens diretamente do próprio celular, onde arquivava textos padronizados que seriam repassados às vítimas.

Aparelhos usados pelo casal para aplicar golpes virtuais, segundo a investigação. – Foto: ReproduçãoEm alguns diálogos, ela aparece simulando o atendimento de um gerente bancário, oferecendo suporte para alterações de tarifas, atualização cadastral e até supostos programas de pontos, sempre com o objetivo de induzir o usuário a acessar os links fraudulentos.
Outras conversas revelam a tentativa de golpe em andamento, incluindo áudios enviados às vítimas e orientações passo a passo para que elas digitassem endereços falsos no navegador.
Material apreendido na casa dos suspeitos; polícia aponta uso dos celulares para abordar vítimas. – Foto: ReproduçãoO material apreendido também confirma a existência de um grupo criado pelo casal para organizar e distribuir as tarefas relacionadas aos golpes. Nas mensagens internas, eles orientavam comparsas, repassavam números que deveriam ser utilizados nas abordagens e discutiam métodos para melhorar o rendimento das ações.
O grupo ainda estabelecia regras próprias, prevendo punições para quem descumprisse as determinações e recompensas para quem obtivesse melhores resultados, demonstrando que a estrutura funcionava de maneira articulada e contínua. Segundo a Polícia Civil, as últimas mensagens enviadas pelo casal foram registradas poucos minutos antes da chegada da equipe para cumprir o mandado.
Diálogos analisados pela polícia detalham como funcionava o esquema criminoso. – Foto: Reprodução
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