Câmara de Pedra Preta cassa vereador por violência de gênero contra prefeita Decisão foi tomada por 8 votos a 2 após denúncia de violência política de gênero contra a prefeita Iraci Souza.
O vereador Gilson da Agricultura, do União Brasil, teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores de Pedra Preta (MT) por quebra de decoro parlamentar, após ser acusado de violência política de gênero contra a prefeita Iraci Souza, do PSDB.
Vereador de Pedra Preta foi investigado após xingar prefeita. – Foto: reproduçãoA decisão foi tomada nessa quarta-feira (3), durante sessão extraordinária, com oito votos favoráveis e dois contrários ao relatório final da Comissão Processante.
A comissão foi instaurada no dia 1º de setembro e teve como presidente o vereador Ediérico Machado, relator Chico Lima e membro Fernando Gelvalino. Durante 90 dias, foram ouvidas testemunhas e analisadas as denúncias.
O processo teve início após uma declaração feita por Gilson durante uma sessão ordinária no dia 25 de agosto. Na ocasião, o parlamentar criticava a destinação de R$ 460 mil da reserva financeira do município para a realização de um rodeio, defendendo que o recurso fosse aplicado em melhorias no abastecimento de água dos assentamentos. Exaltado, acabou utilizando uma expressão considerada ofensiva contra a prefeita.
A repercussão foi imediata. Iraci Souza entrou com pedido formal de cassação, alegando quebra de decoro parlamentar e violência política de gênero, com base na legislação que pune esse tipo de prática. Veja abaixo vídeo da sessão:
Além da prefeita, denúncias também foram apresentadas pela Associação Mato-grossense dos Municípios, por integrantes do diretório do União Brasil, além de lideranças políticas do estado.
Durante a sessão que definiu a cassação, o vereador reafirmou que não teve a intenção de atacar a prefeita de forma pessoal e chegou a pedir perdão. A reportagem solicitou um posicionamento oficial após a decisão da Câmara, mas ainda não houve resposta.
Com a cassação, Gilson da Agricultura perde definitivamente o mandato no Legislativo de Pedra Preta. O caso é considerado um dos primeiros no estado a resultar em perda de mandato por violência política de gênero.

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