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Policia MT
Sexta - 12 de Dezembro de 2025 às 10:41
Por: Jardes Johnson/Primeira Página

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A unidade da clínica de estética Giolaser, em Cuiabá, fechou as portas nessa quarta-feira (10) sem qualquer aviso prévio aos clientes e funcionários, após a empresa vender pacotes de procedimentos com descontos considerados “agressivos” durante a Black Friday. A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) investiga o caso por suspeita de golpe que pode ter atingido mais de 80 clientes.

De acordo com a denúncia, a clínica ofereceu dez sessões que custavam R$ 3.999 por apenas R$ 499, redução de 87,5%. A promoção atraiu grande demanda, mas muitos consumidores afirmam que não conseguiram realizar as sessões contratadas.

clinica de depilacao fechadaClínica de estética já foi interditada pela Vigilância Sanitária três vezes neste ano. – Foto: Polícia Civil

A unidade da clínica já foi interditada pela Vigilância Sanitária três vezes neste ano, mas voltou a abrir mesmo sem alvará, segundo a Polícia Civil.

O Primeira Página tentou contato com a clínica, mas as ligações não foram atendidas.

No site Reclame Aqui, há diversas reclamações contra a empresa em unidades de todo o país. Uma cliente de Várzea Grande relatou ter contratado um pacote de serviços e não ter finalizado os procedimentos.

“Fechei um pacote de 10 sessões e parcelei em sete vezes. Já vou pagar a sétima parcela e fiz apenas três sessões. Eles nunca conseguem horário para agendar e, quando conseguem, desmarcam”, publicou.

Durante a Black Friday, a procura pelos pacotes foi tão grande que os contratos nem estavam sendo gerados. Funcionárias informavam que o pagamento deveria ser feito na hora, mas que a assinatura ocorreria posteriormente. Muitas clientes relatam que os documentos nunca foram entregues.

Após o fechamento, clientes lesados criaram um grupo de mensagens que já reúne mais de 80 pessoas. Apesar disso, apenas três compareceram à Decon até o momento para formalizar a denúncia. Uma dessas clientes afirmou que nunca recebeu os contratos que assinou, apesar da promessa de envio por e-mail.

O delegado responsável pelo caso, Rogério Ferreira, afirmou que seis funcionários foram surpreendidos com o fechamento repentino. Além de terem objetos pessoais trancados dentro da clínica, eles estão há dois meses sem receber salário. Conforme o delegado, os donos da empresa exibiam uma vida de luxo nas redes sociais enquanto a situação interna se agravava.

O caso segue em investigação.





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