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Economia
Segunda - 19 de Janeiro de 2026 às 11:08
Por: Kamila Arruda/Primeira Página

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 350 milhões para a Rumo, maior operadora ferroviária de cargas do país, com o objetivo de fortalecer a logística de biocombustíveis no Centro-Oeste, especialmente o etanol de milho. Os recursos são provenientes do Fundo Clima e serão destinados à compra de seis locomotivas híbridas e de ao menos 160 vagões tanque.

Com a modernização da frota, a empresa projeta elevar em 928 mil metros cúbicos por ano a capacidade de transporte de biocombustíveis, um crescimento de 32% em relação ao volume movimentado em 2024. A expansão deve favorecer usinas e distribuidores da região, reduzindo custos logísticos e ampliando a competitividade do setor.

Design sem nome 2026 01 19T101508.214Projeto no Centro-Oeste amplia em 32% transporte de biocombustíveis por trilhos. – Foto: assessoria.

Tecnologia híbrida e redução de emissões

As novas locomotivas combinam motor a combustão e sistema elétrico alimentado por baterias ou geradores. O modelo permite operar com maior eficiência energética, aproveitando energia gerada durante as frenagens e reduzindo picos de consumo de combustível.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a adoção dessa tecnologia é o caminho mais viável para descarbonizar o transporte ferroviário no curto prazo. Ele destacou que o projeto deve evitar a emissão de 62,3 mil toneladas de CO₂ por ano, resultado da substituição parcial do transporte rodoviário pelo modal sobre trilhos, que emite oito vezes menos por tonelada transportada.

A vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, afirmou que o investimento reforça o papel estratégico das ferrovias na transição para uma economia de baixo carbono. Segundo ela, o setor possui vocação natural para movimentar grandes volumes a longas distâncias com menor impacto ambiental, e o acesso a linhas de crédito específicas estimula a ampliação dessa participação na matriz de transportes brasileira.

Papel do Fundo Clima

Criado em 2009 e vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, o Fundo Clima é administrado pelo BNDES e financia projetos voltados à mitigação das mudanças climáticas e à inovação tecnológica sustentável. A linha tem sido um dos principais instrumentos públicos para apoiar iniciativas de descarbonização em setores estratégicos.





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