Vendas do comércio mato-grossense fecham 2025 com alta de 3,3% A alta é segunda consecutiva, já que em 2024, o setor pontuou saldo positivo de 1,7%, diz IBGE
As vendas no comércio varejista, em Mato Grosso, fecharam 2025 com alta de 3,3%, o segundo maior percentual do Centro-Oeste.
A alta é segunda consecutiva, já que em 2024, o setor pontuou saldo positivo de 1,7%.
A diferença entre os resultados é que no ano passado, Mato Grosso superou a média nacional. Já em 2024, ficou abaixo.
Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.
Na passagem de novembro para dezembro, as vendas do comércio varejista mostraram recuo em 22 das 27 unidades da federação, com destaque para Rondônia (-10,2%), Roraima (-6,4%) e Espírito Santo (-5,9%).
Por outro lado, pressionando positivamente, figuram 5 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rio de Janeiro (1,9%), Bahia (1,8%) e Distrito Federal (1,6%).
Já no varejo ampliado a variação nesse indicador teve resultados negativos em 23 das 27 unidades da federação, com destaque para Rondônia (-7,6%), Paraíba (-5,3%) e Roraima (-5,1%).
Por outro lado, pressionando positivamente, figuram 4 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Rio de Janeiro (1,9%), Bahia (1,3%) e Distrito Federal (0,6%).
Conforme o IBGE, em dezembro de 2025, frente a novembro, as vendas no comércio no país variaram negativamente 0,4%.
Já a média móvel trimestral mostrou variação positiva de 0,3% no trimestre finalizado em dezembro.
A expansão registrada no ano passado levou a série do índice de base fixa do volume com ajuste sazonal a novos níveis recordes atingindo o patamar máximo em novembro.
“O comercio varejista fecha 2025 com crescimento em relação a 2024, mas com uma amplitude menor. No ano passado, o acumulado de ganhos chegou a 4,1%, um crescimento bem forte. Já 2025 fecha com 1,6%, mais ou menos no mesmo nível de crescimento registrado nos anos anteriores. Em 2023 havia sido 1,7%, 2022 1,0% e 2021 1,4%. O crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído, puxado pela farmacêutica, por móveis e eletrodomésticos e equipamentos para escritório, informática e comunicação, essa última fortemente influenciada pela forte desvalorização do dólar frente ao real, que ajudou nas vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops”, avalia o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

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