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Repórter News - reporternews.com.br
Judiciário e Ministério Público
Quarta - 03 de Junho de 2026 às 17:17
Por: Giordano Tomaselli e Vitória Gomes/Mídia News

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Victor Otesti/Midia News
O chefe do Gaeco, Adriano Alves, que investiga o caso
O chefe do Gaeco, Adriano Alves, que investiga o caso

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), está interrogando vereadores de Várzea Grande sobre possíveis irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal, realizada no último dia 14 de maio.

O caso está sob sigilo e o Gaeco não divulgou quais parlamentares já foram ouvidos. A investigação está nas mãos do chefe do Grupo, o promotor de Justiça Adriano Roberto Alves.

O inquérito foi aberto às vésperas da eleição e apura crimes de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado. A denúncia inicial visava investigar o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB) e mais 11 vereadores que o apoiavam.

A acusação de “cárcere privado” é devido a um “confinamento” realizado por Cerqueira em uma chácara em Várzea Grande dias antes da eleição, com seus doze apoiadores, para evitar o “assédio” do Executivo e mudanças de posicionamento às vésperas da disputa.


Além disso, houve uma denúncia de que o grupo estaria "tramando" tomar o poder da prefeita e assumir a Prefeitura, já que a cidade não possui vice-prefeito desde a renúncia de Tião da Zaeli (PL), em março.

Cerqueira venceu a eleição por 12 votos, um a mais que o concorrente, Lucas Chapéu do Sol (PL), apoiado pela prefeita Flávia Moretti (PL). Entretanto, no dia 22, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, anulou a eleição alegando afronta aos princípios da contemporaneidade e da razoabilidade, tendo como marco temporal mínimo para realização o mês de outubro anterior ao início do biênio.

Reprodução

vereadores

O grupo de onze vereadores apoiadores de Wanderley: parlamentares ficaram em chácara

Apesar de ter seu grupo investigado, Wanderley afirmou que o grupo da prefeita é que deve ter “cuidado” com o Gaeco devido a propostas oferecidas a parlamentares que o apoiavam para que estes mudassem seu voto.

“Houve muito assédio, o peso que eles jogaram. Cuidado com o Gaeco prefeita, porque o assédio foi muito grande. Tem vereador e vereadora que já foram chamados no Gaeco [para prestar depoimento]”, disse Wanderley ao podcast Revirado MT nesta terça-feira (2).

Foram citados na denúncia os vereadores do grupo de Wanderley: Alessandro Moreira (MDB), Braz Jaciro (PSDB), Cilcinho (PV), Sargento Galibert (PSB), Enfermeiro Emerson (Progressistas), Kleberton Feitoza (PSB), Gisa Barros (Podemos), Lucélia Oliveira (Agir), Miguel Júnior (Cidadania), Raul Crvo (Republicanos) e Wander Madureira (Republicanos).





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