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Policia MT
Terça - 09 de Junho de 2026 às 07:37
Por: Aline Almeida/Gazeta Digital

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Em Mato Grosso, 25% das mortes de mulheres registradas no ano passado tiveram como motivação o envolvimento com facções criminosas. Os dados do Anuário da Mulher de Mato Grosso 2025, publicado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, confirmam 95 mortes de mulheres em 2025, sendo os assassinatos a mando de facções a segunda maior causa, atrás apenas dos feminicídios.

Os dados revelam que, desde 2018, 756 mulheres foram mortas no Estado, entre casos de feminicídio e homicídio. O sociólogo João Edisom de Souza destaca que o assassinato de mulheres tem aumentado, principalmente em razão do tráfico de drogas. Isso porque as mulheres tornaram-se alvos fáceis de aliciamento por parte das facções criminosas, especialmente por despertarem menos suspeitas.

Ele ressalta que esse resultado se deve à forma como as organizações criminosas atuam, focando em determinados públicos para o aliciamento. Em determinados períodos, o foco são menores e idosos. Atualmente, o aliciamento de mulheres está mais presente.

“Nesse momento, está aumentando porque o uso de mulheres no crime organizado também cresceu de forma significativa. A política que existe dentro do crime organizado é escolher grupos que sejam menos visados, naquele dado momento, pela polícia”, afirmou João Edisom.

Entre os casos recentes investigados de mulheres mortas a mando de facções está o da jovem Karine Estefane Pereira dos Santos, de 21 anos, que morreu após ser baleada na cabeça em Sorriso. O crime ocorreu em março. A vítima foi atacada dentro de casa por quatro suspeitos, durante um “tribunal do crime”.

Os policiais encontraram Karine caída nos fundos de uma residência, com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça. No dia 19 de maio, Naiana Miranda Conceição foi assassinada a tiros no bairro Vila Bela, em Sorriso. Dois suspeitos foram detidos e outros três são procurados pela polícia. A principal linha de investigação aponta que o crime tenha ligação com a disputa entre facções criminosas.

Informações preliminares indicam que a vítima estaria comercializando drogas para uma facção rival que não atuaria na região, o que teria motivado a decretação de sua morte. No dia 13 de maio, Letícia Celestino da Silva, de 22 anos, que estava desaparecida havia cerca de uma semana, foi encontrada morta em Comodoro.

A principal linha de investigação aponta possível relação do crime com a disputa entre facções criminosas. Letícia estava amarrada e apresentava diversas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.





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