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Agronegócios
Sábado - 19 de Setembro de 2026 às 07:59
Por: Marianna Peres/Diário de Cuiabá

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Midia News
Colheita de soja em Sapezal
Colheita de soja em Sapezal

Mato Grosso consolidou em 2025 sua posição de principal potência da soja brasileira também pelo critério financeiro. O Estado gerou R$ 90,3 bilhões com a produção da oleaginosa, o maior valor entre todas as unidades da Federação e equivalente a 28,6% de toda a receita obtida com o grão no país.

Os dados fazem parte da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, o valor da produção de soja alcançou R$ 315,2 bilhões no ano passado.

INFO producao soja mt

Na prática, de cada R$ 100 gerados pela soja brasileira, aproximadamente R$ 29 tiveram origem nas lavouras mato-grossenses.

A distância de Mato Grosso para os demais estados é expressiva. O Paraná, segundo colocado, registrou valor de produção de R$ 42,5 bilhões, menos da metade do resultado mato-grossense. Goiás aparece em seguida, com R$ 37,7 bilhões, e o Rio Grande do Sul, com R$ 28,3 bilhões.

Somados, Paraná e Goiás chegaram a R$ 80,2 bilhões — ainda R$ 10,1 bilhões abaixo do valor movimentado apenas pela produção de Mato Grosso.

SOJA PUXA RECORDE NACIONAL

O protagonismo mato-grossense ocorre em um ano histórico para a oleaginosa no país. A produção brasileira cresceu 14,4% em relação a 2024 e atingiu o recorde de 165,3 milhões de toneladas. A série histórica da pesquisa começou em 1974.

O avanço da produção também se refletiu na receita. O valor gerado pela soja aumentou 21,1% em termos nominais, chegando aos R$ 315,2 bilhões.

Com isso, a oleaginosa respondeu por 34% de todo o valor da produção agrícola brasileira investigada pelo IBGE em 2025. No ano anterior, essa participação havia sido de 33,2%.

A importância econômica do grão aumentou de forma significativa nas últimas cinco décadas. Em 1974, primeiro ano da série histórica, a soja representava apenas 10,9% do valor da produção agrícola nacional. A participação, portanto, mais do que triplicou. O maior percentual já registrado ocorreu em 2021, quando chegou a 45,9%.

O avanço da última safra não ocorreu apenas pela expansão territorial das lavouras. A área plantada ou destinada à colheita aumentou 3,1%, enquanto a produtividade teve crescimento bem mais expressivo, de 10,3%, alcançando 3.470 quilos por hectare.

AGRO GERA R$ 927,2 BILHÕES

Considerando os 70 produtos agrícolas acompanhados pela PAM, o valor da produção brasileira chegou a R$ 927,2 bilhões em 2025, crescimento nominal de 18,4% sobre o ano anterior.

A soja permaneceu isoladamente como o produto de maior peso, com seus R$ 315,2 bilhões. O milho ocupou a segunda posição, gerando R$ 122,1 bilhões, ou 13,2% do total.

Na sequência aparecem cana-de-açúcar, com participação de 11,7%; café, com 10,8%; algodão, com 4,4%; laranja, 2,5%; arroz, 2,1%; mandioca, 2%; e banana, 1,8%.

O resultado reforça o peso das duas principais culturas cultivadas em larga escala em Mato Grosso. Soja e milho, juntos, responderam por 47,2% de todo o valor da produção agrícola brasileira em 2025.

Apesar de Mato Grosso liderar entre os estados na receita da soja, o município com maior valor individual produzido pelo grão fica fora do Estado. São Desidério, no oeste da Bahia, manteve a primeira posição nacional, com R$ 4,5 bilhões.

A PAM também ampliou neste levantamento o número de frutas pesquisadas. Morango, acerola, cupuaçu e graviola passaram a integrar a pesquisa, enquanto o marmelo deixou a relação. As frutas, em conjunto, movimentaram R$ 95,6 bilhões em valor de produção.

O valor da produção calculado pelo IBGE corresponde à quantidade colhida multiplicada pelo preço médio recebido pelos produtores em cada ano. Os valores são apresentados em termos nominais, sem correção pela inflação.





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