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Repórter News - reporternews.com.br
Nacional
Sexta - 25 de Novembro de 2011 às 10:53

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A CEE (Comissão Especial de Estudos) criada para apurar uma suposta fraude na distribuição de casas populares em Ribeirão Preto (SP) deve começar a investigação ouvindo a Cohab-RP (Companhia Habitacional Regional de Ribeirão) e deixará a prefeita Dárcy Vera (PSD) para o fim das investigações.

Criada nesta quarta-feira (23), a comissão vai apurar o suposto esquema em que pessoas pagavam até R$ 3.000 para "furar" o sorteio de casas populares organizado pela Cohab-RP

Segundo a Polícia Civil, que também investiga o caso, Marta Aparecida Mobiglia, uma das suspeitas, afirmou em depoimento que Dárcy seria mentora do suposto esquema. Segundo Marta, a prefeita recebia o dinheiro da propina.

Dárcy nega as acusações e diz que vai processar Marta. Além da polícia, o Ministério Público também apura o caso e o suposto envolvimento da prefeita.

Silva Junior - 16.nov.2011/Folhapress
Dárcy Vera, prefeita de Ribeirão Preto, nega envolvimento em suposta fraude
Prefeita Dárcy Vera nega envolvimento em suposta fraude

Na tarde desta quinta-feira, a CEE apresentou um cronograma com a ordem dos depoimentos. Os primeiros a serem ouvidos serão as testemunhas de defesa e, depois, as de acusação.

Já na próxima segunda-feira (28), a comissão pretende ouvir o presidente da Cohab-RP, Silvio Martins --indicado pelo PMDB para o cargo.

Na sequência, serão convidados os representantes da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) --responsável pela construção das casas-- e da Caixa Econômica Federal.

Além de a comissão começar a ouvir um dos alvos da denúncia, a Cohab-RP, outra surpresa no anúncio da ordem dos depoimentos é que Marta talvez nem seja chamada pela CEE.

O grupo de vereadores também poderá descartar o depoimento das supostas vítimas, que afirmam ter pagado até R$ 3.000 para "furar" o sorteio.

A alegação dos vereadores é que eles vão pedir para que a polícia envie os documentos do inquérito policial.

A estratégia foi montada pelo advogado Heráclito Mossin, assessor jurídico particular de Walter Gomes (PR), presidente da CEE.

Segundo ele, os vereadores precisam conhecer primeiro o funcionamento da Cohab-RP e da entrega das casas populares.

"[Marta] Tem todo o direito de se defender e poderemos convidá-la, mas não temos como obrigar ninguém a vir", disse Mossin.

MUDANÇA DE PLANOS

Nesta quinta-feira e na sessão de terça, o presidente da CEE disse que Dárcy seria ouvida hoje. Na ocasião, ele havia informado que a prefeita seria a primeira a ser convidada a prestar depoimento.

Ontem, Gomes mudou de ideia e repetiu a explicação de seu advogado para se justificar: precisa primeiro conhecer como funciona a Cohab-RP para depois ouvir a prefeita.

A vereadora Glaucia Berenice (PSDB), defensora de abertura de uma CPI para o caso e não CEE, anunciou oficialmente ontem que desistiu de compor a comissão.

Com sua saída, a CEE da Cohab passou a ser governista, em sua maioria -- incluindo o presidente Gomes. São sete da base aliada de Dárcy e três da oposição.

Na última terça-feira, secretários e funcionários comissionados da prefeitura lotaram a plateia da Câmara para pressionar os vereadores a rejeitar uma CPI da Cohab para criar uma CEE.

NOVO SUSPEITO

Samuel Zanferdini (PMDB), que também faz parte da CEE, disse que recebeu a denúncia de um novo suspeito de cobrar propina para "furar" o sorteio de casas populares. O rapaz mora no bairro Santa Cruz e, segundo apurado pela reportagem, teria cobrado até R$ 8.000.

O golpe teria sido aplicado também contra três músicos da Sinfônica de Ribeirão, que não se manifestou.






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