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Segunda - 21 de Fevereiro de 2011 às 11:35

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Quando um recrutador escolheu Dave Girouard para trabalhar no Google, sete anos atrás, para vender tecnologias para outras empresas, ele fez para si mesmo a mesma pergunta que muitos fazem hoje.

"Por que o Google tem um negócio corporativo? Eles estão falando sério?", recorda Girouard.

Em uma empresa em que 96% da receita de 2010 veio da publicidade, a tarefa de Girouard de vender contas de web e-mail e softwares de produtividade parece deslocada --mesmo quando sua equipe cresceu para abrigar mais de 1.000 funcionários.

O negócio corporativo do Google coloca a empresa em um mercado lucrativo, dominado há muito tempo pela Microsoft, e representa uma forma de diversificar a receita. Mas já que a gigante das buscas está enfrentando uma séria ameaça do Facebook nas redes sociais e da Apple no mercado de dispositivos móveis, é natural que as pessoas se perguntem se a batalha do Google com a Microsoft não pertence ao passado.

Esse ponto será particularmente controverso agora que o cofundador do Google Larry Page se prepara para assumir em abril a presidência-executiva ocupada atualmente por Eric Schmidt, anteriormente chefe da Novell.

A experiência e a visão de Schmidt foram moldadas em uma era na qual a Microsoft era o poder tecnológico dominante da indústria, nas não está claro se Page divide com ele as mesmas visões.

"É difícil ver Larry se focando mais nisso [os negócios corporativos] do que Eric", afirmou o analista Colin Gillis, da BGC.

O compromisso do Google com os negócios corporativos não irá enfraquecer, afirmou Girouard em uma entrevista na sede da companhia, no mês passado. Page, ele afirmou, está envolvido e dá suporte aos negócios corporativos desde o primeiro dia.

O Google, que gerou cerca de US$ 29 bilhões em receita bruta no ano passado, não revela detalhes financeiros sobre o negócio corporativo, mas afirmou no passado que a unidade é lucrativa e gera centenas de milhões de dólares na receita anual.

O analista Yum Kim, da Gleacher & Co, afirmou que investidores, atualmente, prestam mais atenção ao negócio de publicidade do que ao corporativo como as próximas oportunidades em evidência do Google.






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