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Policia MT
Quinta - 02 de Dezembro de 2010 às 10:07
Por: Tania Rauber

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A Polícia Federal do Mato Grosso já apreendeu 5 toneladas de entorpecentes este ano, sendo 3,5 toneladas de cocaína e 1,5 tonelada de maconha. A estimativa é que 90% dessa cocaína tinha como destino outros Estados.

Segundo o chefe da Delegacia de Entorpecente da Polícia Federal, Carlos Eduardo Fistarol, Mato Grosso se torna rota para o tráfico da droga devido a facilidade com que as encomendas passam pelos 900 km de fronteira com a Bolívia, um dos maiores produtores de cocaína. "Juntos, Bolívia, Colômbia e Peru são os maiores produtores da cocaína e, anualmente, a estimativa é que produzam mil toneladas da droga".

Foi assim na maior apreensão de cocaína realizada este ano, no mês de junho, em Rondonópolis. Policiais flagraram um caminhão transportando 660 quilos de cocaína, que tinha como destino o Estado de São Paulo. O produto estava em um fundo falso, instalado no assoalho do caminhão modelo baú. A carga foi avaliada em, aproximadamente, R$ 6 milhões.

Além de São Paulo, os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro são os principais destinos do entorpecente que passa por território mato-grossense. "A realidade é diferente com a maconha, que vem do Paraguai. Os carregamentos passam pelos Estados do Paraná e no Mato Grosso Sul, onde ocorre a maioria das apreensões. A droga que chega aqui vai direto para consumo. Por isso o volume é menor".

Um dos casos desta natureza ocorreu em setembro passado, quando policiais federais apreenderam 220 quilos de maconha escondidos no banco traseiro de um Gol. A droga tinha sido adquirida em Dourados (MS) e seria usada para abastecer o mercado cuiabano. A apreensão ocorreu na BR-364, próximo a Juscimeira.

Em outubro, foi feita outra apreensão de 337 quilos de entorpecentes próximo de Rondonópolis. O motorista do caminhão confessou que pegou a droga em Guaíra, no Paraná, e entregaria a encomenda em Cuiabá.

Incineração - Parte da droga apreendida nos últimos 5 anos em Mato Grosso foi incinerada ontem, por autorização judicial. Ao todo, 3,2 toneladas, sendo 1,8 tonelada de cocaína e pasta-base, e 1,4 tonelada de maconha, que tinham sido apreendidas pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Grupo Especial de Fronteira (Gefron). Volume que poderia render até R$ 14 milhões aos traficantes.

Esta foi a segunda incineração do ano, a primeira ocorreu em junho, quando foram destruídas, aproximadamente, 2,3 toneladas. Outras 3 toneladas ainda aguardam autorização da Justiça para serem incineradas. "Tudo isso depende do andamento de cada processo. Temos entorpecente que foi apreendido este ano e já está sendo incinerado. Assim como temos droga de 5 anos atrás que ainda está nos depósitos", detalhou o chefe da Delegacia de Entorpecente da Polícia Federal, Carlos Eduardo Fistarol.





Fonte: A Gazeta

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