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Agronegócios
Quarta - 04 de Agosto de 2010 às 08:07
Por: Marcondes Maciel

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Os cotonicultores de Mato Grosso ainda vivem bons momentos no ano, com cotação valorizada da pluma tanto no mercado interno quanto nas bolsas internacionais, enquanto a colheita no Estado segue em ritmo acelerado, com 57% da área colhida, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado na última segunda-feira. A produtividade, contudo, apresenta queda de 18,7% em relação à safra passada.

De acordo com o Imea, a colheita segue “a todo vapor”, com a região sudeste sendo a mais adiantada, com cerca de 65% da área colhida. Os levantamentos apontam quedas expressivas de produtividade em várias regiões, sendo que as maiores perdas estão acontecendo na região oeste. Apesar da pequena desaceleração nos preços, em função do aumento da oferta, os produtores continuam animados, já que a demanda interna se mantém aquecida.

A safra 09/10 de algodão deverá ficar, na média, com produtividade de 221 arrobas por hectare. As regiões oeste e médio norte, onde prevalece a cultura do algodão em 2ª safra, registraram as maiores quedas de rendimento (22,4%) e (20,3%), e tiveram a produtividade estimada em 206 arrobas/hectare e 209 arrobas/hectares, respectivamente. Já o algodão plantado na região sudeste sofreu menos com a estiagem e vem obtendo um desempenho melhor (233 arrobas/hectare), redução de 16,9% de produtividade.

A análise do Imea revela que o mês de julho foi marcado por algumas oscilações e, ao final do mês, registrou desvalorização de 1%. Ao longo da primeira quinzena a constante demanda pela pluma favoreceu a alta dos preços, mas com os avanços nos trabalhos de colheita no Estado, principalmente nos últimos dez dias, aumentou a oferta da commodity que acabou puxando as cotações para baixo.

Em Sapezal e Sorriso, cuja produtividade foi bastante afetada, os preços fecharam o mês cotados a R$ 50,40/arroba R$ 50,60/arroba respectivamente. Já em Campo Verde a pluma de algodão fechou a semana valendo R$ 51,20/arroba, diferença de R$ 1,50/arroba entre a máxima e a mínima cotação do mês.

Os contratos futuros de algodão com vencimento em dezembro de 2010 ficaram marcados pelas oscilações na Bolsa de Nova Iorque durante o mês de julho. As negociações em julho iniciaram com a pluma cotada a US$ 0,76/libra peso, e após atravessar constante sobe-e-desce, os contratos com vencimento em dezembro/10 fecharam o mês valendo US$ 0,78/libra peso. Apesar da alta volatilidade, o período apresentou valorização de apenas 2,9%, todavia, a variação entre a máxima e a mínima cotação do mês foi de 7,9%.

EXPORTAÇÃO - Em junho, a participação mato-grossense no volume de algodão exportado pelo país recuou para 26%, contra os 48% registrados no mês anterior. “Na verdade, o volume embarcado pelo Estado manteve-se estável em relação a maio, girando em torno de 4,5 mil toneladas, mas as exportações brasileiras obtiveram uma retomada, puxadas pelo embarques de São Paulo e Goiás que passaram de 608 toneladas e 604 toneladas em maio para 6 mil toneladas e 4,4 mil toneladas em junho. Apesar desse recuo, com o avanço da colheita da safra de algodão em Mato Grosso e, portanto, o aumento da oferta, logo notaremos a recuperação da posição de principal exportador de pluma de algodão nacional”, avalia o boletim do Imea.

O gráfico do Imea mostra ainda a evolução do preço pago pelo parâmetro de crescimento da pluma do algodão (US$/arroba) na região de Campo Verde, e da relação de troca no período de junho de 2009 a junho de 2010. A melhora para o produtor se deve à valorização do algodão de 57% entre julho deste ano e o mesmo mês do ano passado.






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