No próximo dia 7 de junho, uma equipe de técnicos do Ministério da Agricultura do Brasil e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) vai até Washington, nos Estados Unidos, discutir o assunto com o governo americano.
A suspensão foi determinada após uma carga de 39 toneladas de produtos brasileiros ser devolvida pelos Estados Unidos na última semana. O problema estaria na identificação de uma substância chamada ivermectina usada, entre outros, no combate aos carrapatos. No Brasil, o exame que identifica a substância é feito com amostras do fígado do animal, mas nos Estados Unidos estão sendo utilizados outros tipos de tecidos, como nervos. A diferença nos órgãos analisados está resultando na alteração dos resultados dos exames, segundo explica ao G1 o diretor-executivo da Abiec, Otávio Cançado:
"A diferença de tecidos pode alterar o resultado os exames. Foi uma medida preventiva e temporária essa suspensão. No próximo dia 7, nossos técnicos também estarão nos Estados Unidos para tentar resolver essa questão. Queremos voltar a exportar o quanto antes" , disse o diretor-executivo da entidade.
Entre os meses de janeiro e março desse ano, o Brasil vendeu cerca de 9 mil toneladas de carne processadas para os Estados Estados, ao custo de aproximadamente US$ 50 milhões. Cançado acredita que esses dias em que as exportações ficarão paralisadas não devem causar prejuízos à indústria de exportação brasileira.
"Nesta semana, o prejuízo é pequeno demais. Agora, se nada se resolver na reunião da próxima semana, ai vamos começar a contabilizar prejuízos", disse.
Rússia
Ainda nesta sexta-feira (28), a Rússia, um dos principais consumidores da carne bovina brasileira - decidiu suspender as importações por oito frigoríficos do Brasil. De acordo com o ministério, a Rússia não aponta problemas sanitários para a restrição. Diz apenas que os frigoríficos não estão completamente adequados às exigências impostas por aquele país para importação de carne bovina, sem especificar quais são elas.
"A Rússia responde por 23% do mercado de importação brasileiro, mas eles não são transparentes nas reclamações. Não sabemos ao certo o motivo que levou eles a determinarem a suspensão", diz o diretor-executivo da Abiec, Otávio Cançado.
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