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Agronegócios
Sexta - 30 de Abril de 2010 às 04:12
Por: Mariana Peres

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Com logística deficitária e baixo consumo interno, a produção em excedente de álcool ou açúcar não estimula usineiros
Com logística deficitária e baixo consumo interno, a produção em excedente de álcool ou açúcar não estimula usineiros

Não é por falta de vontade, muito menos tecnologia e sim de logística para que a produção canavieira de Mato Grosso registrasse em 2010 avanço na mesma proporção do que foi identificado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu primeiro levantamento específico à cultura, divulgado ontem. Se por um lado a região Centro-Oeste registra o segundo maior avanço do Brasil, 23,40% - atrás do Nordeste com expansão de 73,80% - Mato Grosso evolui de uma safra para outra 8%, o menor percentual da região. Com logística deficitária e baixo consumo interno, a produção em excedente de álcool ou açúcar não estimula os usineiros.

Mato Grosso cultivou nesta safra (10/11) 219,2 mil hectares, contra 203 mil no ano passado. A produção – com incremento de 2,5% sobre a produtividade – deve contabilizar 15,55 mil toneladas, alta de 10,70% em relação as 14,04 mil em 09/10.

De acordo com os números da Conab, previsão de produção total de cana-de-açúcar a ser moída pela indústria sucroalcooleira, em 2010, é de 664,33 milhões de toneladas. “Esse total consolida mais um recorde nacional”, como frisa o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Manoel Bertone. Se confirmado, o aumento será de 9,9% em relação à safra 09/10, o maior obtido até agora. Já a produtividade média aumentou 0,6% sobre a temporada anterior, e agora é de 82,1 toneladas por hectare.

Para o secretário o bom resultado se deve, em grande parte, às novas usinas que entraram em operação nesta safra, principalmente na região Centro-Sul. Das 10 novas unidades, três estão em Minas Gerais, duas em São Paulo, duas em Goiás e as demais nos estados de Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

A colheita ainda está em fase inicial na maior parte dos canaviais. O excesso de chuvas prejudicou a safra passada, mas, em contrapartida, favoreceu o desenvolvimento da lavoura deste ano em quase todas as regiões produtoras, principalmente na região Centro-Sul. Parte da cana da última safra também não foi moída, o que deve ocorrer agora.

MOAGEM – Das toneladas a serem esmagadas, cerca de 54,6% (362,8 milhões de t) se destinam à produção de 28,5 bilhões de litros de álcool. Deste volume, 20,14 bilhões de litros são do tipo hidratado e 8,4 bilhões do anidro. Já o restante, cerca de 45,4 % (301,6 mil t), vai para a produção de 38,7 milhões de t de açúcar. Na safra anterior foram produzidos 33 milhões de t do produto. O consumo interno aproxima-se de 11,11 milhões de t, somando consumo direto mais produtos industrializados.

CULTIVO – A área ocupada pela cana no País e destinada ao setor sucroalcooleiro e chega a 8,1 milhões de hectares, ou 9,2% a mais que a anterior. O estado de São Paulo tem a maior parte, com 4,4 milhões de ha, seguido por Minas Gerais, 648 mil ha, Paraná, 608 mil ha, Goiás, 601 mil ha e Alagoas, 464 mil ha. Esse total ocupa apenas 0,95% do território nacional.






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