Djalma Borges Martins vive na capital russa há um ano e meio
Brasileiro que vive em Moscou soube de ataques pelo celular
O brasileiro Djalma Borges Martins, de 30 anos, acabava de sair da estação de metrô Smolenskaya, na linha azul, centro de Moscou, quando ligou o celular para ouvir o rádio por volta de 9h (2h em Brasília). A movimentação na rua era estranha e muitas pessoas pareciam preocupadas na manhã moscovita desta segunda-feira (29).
- Eu soube o que aconteceu pela rádio. Estava perto dali, mas não tinha o que fazer. Então, fui para o trabalho.
O acontecimento consistia nos dois ataques terroristas na rede de metrô da capital da Rússia que mataram ao menos 38 pessoas nesta segunda-feira (29). E ele estava perto de um dos locais.
Martins, que há um ano e meio mora na cidade e deve deixar a Rússia no início do próximo mês, dá aulas de inglês na capital russa. Em breve, ele deve se casar no Reino Unido com a namorada, que é britânica. Depois, ambos vão fazer uma viagem pelo mundo.
A primeira coisa que o brasileiro fez ao chegar ao trabalho foi escrever para a família:
- Era muito cedo no Brasil, então decidi escrever um e-mail dizendo que estava vivo e fui ver as notícias na internet.
Após terminar o trabalho na região central, Martins resolveu ir para a casa. O metrô operava, com exceção de trechos mais próximos às estações que sofreram os ataques das mulheres-bomba, Lubyanka e Park Kultury.
- Vim de metrô, evitando as linhas vermelha e marrom. Foi um susto sim, mas todos os meus amigos e conhecidos aqui estão bem, felizmente ninguém que conheço parece ter sido vitimado pelos ataques.
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