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Repórter News - reporternews.com.br
Cidades/Geral
Domingo - 28 de Março de 2010 às 13:14
Por: Caroline Lanhi

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Os moradores do bairro CPA III estão inseguros. Do setor 1 ao 5 as pessoas estão com medo dos frequentes assaltos e roubos na região e consideram o alto consumo no bairro o principal motivo para tanta violência. Na lista de insatisfação, a coleta de lixo aparece em segundo lugar, seguida pela irregularidade no abastecimento de água, ruas esburacadas e trânsito perigoso.

Na escola municipal Tenente Octacílio da Cruz, no setor 4, a diretora Marinalva de Barros Neves ainda tem a esperança de que com a guarda municipal o bairro fique mais seguro, principalmente para as crianças. Ela conta que, nos finais de semana, muitos jovens vão até a quadra da escola, que é aberta para a comunidade, para consumir entorpecentes. Isso expõe e prejudica a imagem da instituição, coloca em risco os alunos das séries iniciais e torna a escola visada, alvo de assaltos para roubo de equipamentos eletrônicos e material de cozinha.

A mesma preocupação não deixa Hildênia de Almeida Souza, 34, trabalhar sossegada. Ela mora no setor 3 do CPA III e diz que a região está tomada por assaltantes que invadem as casas de dia ou de noite para roubar qualquer coisa que possa ser trocada por entorpecentes.

Hildênia também está cansada de ver a rua 56, por onde passa o transporte coletivo, tomada pelo esgoto e pelo cascalho acumulado pelas chuvas. Para chegar ao ponto de ônibus, que fica no meio do capim e sem nenhuma proteção, Hildênia precisa encarar buracos cheios de água e esgoto.

Coleta - Nos 5 setores que formam o bairro, o serviço de coleta de lixo é falho. Com isso, as sacolas se acumulam nas portas. "Agora é assim, coleta só a cada duas semanas, e olha lá", reclama Teresa de Jesus Dutra, 62, moradora do setor 5.

Quem tem condições, contrata serviços paralelos de coleta para não ter que aguentar o forte odor e os bichos que os resíduos atraem.

Água - A irregularidade com que o bairro é abastecido de água também incomoda moradores. O que era para chegar dia sim, dia não, apenas fica disponível por algumas horas a cada 2 dias. Frente a esse problema, a única solução encontrada pela manicure Leonice Auxiliadora da Silva, 51, é acordar por volta das 5h para aproveitar o pouco de água que chega e 4 horas depois é suspensa.

De acordo com o aposentado Albino de Lara, 63, a água que chega é tão fraca que, muitas vezes, não é suficiente para encher o reservatório que fica chão, muito menos caixa d"água no alto. Quando isso acontece, os moradores acionam a prefeitura solicitando um caminhão pipa, mas o caminhão demora até 48h para levar a água e chega sem avisar. Consequentemente, quem saiu para trabalhar e não deixou ninguém tomando conta casa fica sem água. Em situações de emergência, muitas pessoas compram água de caminhão pipa, pagando R$ 2 o litro.

VSB - O CPA III recebe hoje o projeto Viva o Seu Bairro, do Grupo Gazeta de Comunicação. O evento vai contar com a participação das bandas Sedusamba e Toq D" Prazer, grupo de dança do projeto Só Alegria, coral infantil do projeto Peti e a dupla sertaneja Pedro Enrique e Fernando. Além disso, acontecerá o tradicional quadro Caça Talentos. É hoje, próximo a Lagoa Encantada, a partir das 17h.





Fonte: A Gazeta

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