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Cidades/Geral
Domingo - 28 de Março de 2010 às 08:45
Por: Alecy Alves

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Detran informa que autoescola apenas se mantém aberta para atender os clientes com pendências, não novos
Detran informa que autoescola apenas se mantém aberta para atender os clientes com pendências, não novos
Mesmo com mais de 50 denúncias na Corregedoria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e o credenciamento para emissão de novas carteiras suspenso há vários meses, uma autoescola cuiabana continua funcionando.

Na rua Pelotas, número 15, no bairro CPA I, encontra-se a nova sede da Autoescola Pontual, uma empresa acusada de lesar dezenas de consumidores que pagaram e ingressaram com processo e não conseguiram receber a carteira de motorista.

A mudança de endereço assim como de telefone da autoescola, conforme o sistema de mapeamento geográfico do google, aconteceu pela terceira vez. Os registros apontam as ruas Alenquer e Pernambuco, no CPA I e II, respectivamente, como localizações anteriores da empresa.

A sede mais recente, assim como a linha telefônica atual, sequer aparece no mapa. Entretanto, tanto via telefônico como diretamente no escritório da Pontual, o Diário comprovou que a empresa aceita a adesão de novos alunos, apesar do impedimento de abertura de processo de novas carteiras nacionais de habilitação (CNHs) no cadastro do Detran.

Ao custo de R$ 850, divididos em três parcelas, a senhora Mariângela Abreu Arruda, cujo nome aparece como responsável pela autoescola junto ao Detran, informou a equipe do jornal que num prazo de 60 dias o aluno poderá ser aprovado, se concluir com sucesso todas as etapas de testes, e obter a CNH.

Em nenhum momento Mariângela fez referência à situação irregular e ao impedimento da auto-escola para encaminhar novos pedidos de carteiras.

A vendedora Karen Cristina Araújo está entre as pessoas supostamente lesadas pela autoescola. Há mais de um ano Karen tenta, sem sucesso, tirar a CNH por meio da Pontual. Ela diz que já gastou mais de R$ 1 mil e não conseguiu concluir o processo.

Na última vez em que esteve na autoescola, há cerca de uma semana, denuncia, sofreu os maiores xingamentos que se pode imaginar, além de ter sido desafiada a procurar a polícia e quem quer que fosse. Tudo, conta Karen, porque se recusou a pagar mais R$ 150 de taxas que ela já teria pago antes.

O coordenador de Credenciamento do Detran, Rubens da Silva Castro, diz que essa autoescola se mantém com as portas aberta exclusivamente para atender os alunos que já estavam matriculados antes da suspensão. A medida é necessária, explica, para não interromper a tramitação e prevenir maiores prejuízos aos consumidores.

Conforme Silva, a Pontual não tem autorização para inserir novos pedidos de carteiras. Atualmente, diz, a autoescola somente acessa o cadastro do Detran com dia, horário e tempo programados e sob acompanhamento do órgão.

O presidente da Comissão de Sindicância que investiga denúncias contra a Pontual, Cassiano Fernandes da Silva, acredita que até o final deste mês terá concluído seu trabalho e produzido relatório com parecer sobre o que ficou comprovado.

Cassiano Silva informa que cerca de 50 pessoas prestaram depoimento nessa sindicância. De algumas delas, observa, sem adiantar o conteúdo, ouviu relatos graves contra a autoescola. A orientação dele é para que Karen e, se houver outros casos, procure a Corregedoria.





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