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Nacional
Quarta - 09 de Dezembro de 2009 às 01:41

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A maior chuva em dois anos deixou 6 mortos e pelo menos mil desabrigados na Grande São Paulo. Entre 10h do dia 7 e 10h desta terça-feira (8), a precipitação no Mirante de Santana, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foi de 99,7 milímetros -quase metade dos 202 milímetros esperados para todo o mês de dezembro. A explicação meteorológica para tal fenômeno foi a chamada "chuva frontal", resultante do encontro de uma massa de ar frio e seco que encontra uma massa de ar quente e úmido.

Com o recorde do ano, toda a capital ficou em estado de atenção das 3h14 às 15h25. Além do transbordamento dos Rios Tietê e Pinheiros, houve o extravasamento do Córrego Três Pontes, em Itaim Paulista, e do Ribeirão dos Meninos, no limite de São Paulo com o município de São Caetano do Sul. A lentidão chegou a 128 km no pico da manhã - houve 105 pontos de alagamento na capital, 26 deles intransitáveis.

As pessoas ficaram ilhadas em estações de trem, metrô, pontos de ônibus e antes mesmo de sair de casa. Mulheres andaram com o sapato de salto nas mãos, homens amarraram sacos plásticos nas pastas, motoboys, acostumados com desafios, tentavam, mas nem sempre conseguiam, vencer as águas que tomaram as vias. A capital brasileira que tem fama de "acordar cedo" precisou adiar o início do expediente para as 13 horas em muitos locais.

Pela segunda vez em três meses a calha bilionária, concluída há quatro anos para conter as enchentes do Rio Tietê, mostrou-se insuficiente. Para especialistas, a falta de manutenção e de investimento para finalizar o projeto, que já custou mais de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos, levaram ao transbordamento do rio. No primeiro pronunciamento oficial sobre os estragos, porém, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) ainda tentou negar que a chuva tenha causado muitos transtornos à cidade. "Não foi o caos, a chuva foi muito intensa", afirmou.

Uma frente fria provocou chuvas moderadas e persistentes desde sobre o Estado de São Paulo e, principalmente, na faixa leste do Estado, que inclui a capital. De acordo com imagens de satélite, a frente fria já começa a deslocar-se, deixando uma condição mais favorável para a região metropolitana. A mudança na direção dos ventos diminui o risco de chuvas intensas.





Fonte: AE

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