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Economia
Domingo - 23 de Junho de 2013 às 09:51

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O principal índice da Bovespa caiu ao menor nível em mais de quatro anos na sexta-feira (21), marcando a quarta baixa semanal consecutiva, diante da expectativa de menos estímulos nos Estados Unidos e preocupações com a economia brasileira. O Ibovespa perdeu 2,4%, a 47.056 pontos. É o menor patamar de fechamento desde abril de 2009. O giro financeiro do pregão foi de R$ 10,5 bilhões. Na semana, o índice acumulou queda de 4,6%.


 
"O ambiente aqui está realmente fraco", disse o especialista em renda variável Rogério Oliveira, da Icap Brasil, citando que não há sinais de mudança de cenário no curto prazo. A perspectiva de redução do programa de compra de títulos do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, azedou de vez o humor dos mercados nesta semana.


 
A Bovespa também sentia o peso das preocupações com o cenário doméstico, incluindo as perspectivas para inflação. Embora tenha desacelerado a alta em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) estourou o teto da meta do governo em 12 meses.


 
Além disso, a recente disparada do dólar - que só em junho acumula alta de 4,77% ante o real - repercutia nas perspectivas para companhias listadas. É o caso da Petrobras, cuja ação preferencial caiu 3,29% nesta sexta-feira, principal contribuição negativa para o Ibovespa.


 
Segundo a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, a petrolífera deve sentir os efeitos da "variação abrupta" do câmbio, por ter dívida e custos em dólar, mas ainda é preciso esperar para dimensionar o problema.


 
Profissionais de mercado citavam ainda as recentes manifestações em todo o Brasil como fonte adicional de preocupação. Na quinta-feira, mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas de dezenas de cidades para pedir melhoria dos serviços públicos e protestar contra a corrupção e os gastos para a Copa do Mundo de 2014, entre outras coisas.


 
"Essas manifestações traduzem o sentimento negativo da população com relação aos governos do país como um todo. É algo que mostra que não está tudo às mil maravilhas como o governo fala que está", disse o gestor Flávio Barros, da Grau Gestão de Ativos.


 
A ação da Copel afundou quase 17% na sexta-feira, após o governador do Estado do Paraná, Beto Richa (PSDB), afirmar que pedirá à distribuidora para "segurar" a aplicação do reajuste tarifário médio de 14,61% aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na véspera.


 
Ações do grupo EBX, do empresário Eike Batista, também se destacaram na ponta negativa, lideradas por LLX. A companhia de carvão CCX, que não faz parte do Ibovespa, foi a única do grupo a fechar em alta, após afundar 37,5% na véspera.


 
Em sentido oposto, a empresa de meio de pagamentos Cielo e a empresa de investimentos em imóveis comerciais BR Properties foram as principais altas do índice. O Conselho da BR Properties aprovou a venda de empreendimentos imobiliários avaliados em R$ 690 milhões, informou a companhia.




Fonte: Reuters

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