Surto de cólera deixa mais de 1.500 mortos no Zimbábue
A epidemia de cólera no Zimbábue já matou mais de 1.500 pessoas desde agosto, informou nesta segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).
No total, 1.564 pessoas morreram em conseqüência do cólera e outras 29.131 pessoas foram afetadas pela doença afirmou a OMS.
A epidemia de cólera, doença que pode ser facilmente prevenida, é tida como conseqüência do precário sistema de saúde e da frágil rede de distribuição de água do país.
O Zimbábue está em meio a uma crise econômica desde que o ditador Robert Mugabe realizou, em 2000, uma reforma agrária que destruiu a indústria agropecuária do país.
A inflação descontrolada causou o desabastecimento e os preços dos poucos produtos existentes nos supermercados podem mudar várias vezes em apenas um dia, o que, junto com a rápida desvalorização do dólar zimbabuano, obriga a população a tirar o dinheiro do banco e usá-lo antes que perca todo seu valor.
A situação política também é instável, após o fracasso do acordo entre Mugabe, no poder desde 1980, e o líder opositor Morgan Tsvangirai para formar um governo de coalizão.
Os dois assinaram um acordo de divisão do poder em 15 de setembro passado, mas até agora não conseguiram chegar a um consenso. A definição do novo governo, no qual Tsvangirai assume como primeiro-ministro e Mugabe fica como presidente, depende das disputas pelos 31 postos ministeriais.
O opositor Movimento pela Mudança Democrática (MDC) acusa Mugabe e seu partido, o ZANU-PF, de tentar arrebatar todos os principais cargos.
Com France Presse
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