Mulher mata amiga para ficar com sua filha
Segundo a delegada Tércia Amoêdo Silveira, titular da 63ª DP (Japeri), a história começou a vir à tona no domingo (9), quando a suspeita foi à 74ª DP (Alcântara) pedindo ajuda à polícia porque estaria sendo ameaçada por um pai-de-santo. O religioso, segundo a suspeita, seria amante da amiga e a teria matado.
De acordo com a delegada, ela chegou a dormir na delegacia e, na segunda-feira (10), foi levada pelos policiais para a 63ª DP, onde estava registrado o desaparecimento da jovem.
“A história que ela contou era muito fantasiosa. Disse que tinha emprestado a casa para os dois ficarem juntos e que ele a teria matado”, disse a delegada, que completou: “aos poucos, fomos descobrindo a história.”
Escavadeira teve que ser usada para retirar corpo
Na própria segunda-feira (10), o corpo da mãe do bebê foi encontrado enterrado a dois metros de profundidade, no quintal da casa da acusada. Segundo a delegada, foi preciso uma escavadeira para retirar o corpo. A jovem foi morta a machadadas.
Em depoimento à polícia, o marido da suspeita disse que soube da suposta gravidez no início do ano. Como trabalhava longe, passava apenas um dia por semana em casa e não tinha acompanhado a gestação. Ainda segundo ele, a mulher chegou a levá-lo a um hospital e mostrado um bebê, dizendo que seria seu. Como a criança que ela mostrou ao marido era careca e a menina recém-nascida tinha muito cabelo, a suspeita teria raspado a cabeça do bebê para não levantar suspeitas no marido.
“Ela premeditou isso desde o início do ano, porque não conseguia engravidar”, contou a delegada.
Na casa de uma mulher que a acusada teria escolhido como madrinha do bebê, a polícia encontrou um berço e um carrinho de bebê, que teriam sido comprados com o dinheiro que o marido dava todo o mês para o enxoval do bebê.
Investigação continua
Diante das evidências, a suspeita acabou confessando a participação no homicídio. Na última versão contada à polícia, ela disse que teria ajudado o suposto pai-de-santo porque ele teria prometido dar a bebê para ela.
“Não temos dúvidas de que ela participou do homicídio, mas a investigação continua. Queremos saber qual foi a atuação dela no crime. Nosso objetivo é saber se há mais alguém envolvido nesse homicídio tão macabro”, explicou a delegada, que suspeita da última versão apresentada.
"Ninguém mata ninguém sem motivo, por mais banal ou torpe que seja. Todo homicídio tem um motivo, sempre.”
Bebê está com a família
Segundo Tércia, a suspeita vai responder por homicídio, ocultação de cadáver e pelo seqüestro da bebê. A mulher ainda está presa na 63ª DP (Japeri) e deve ser encaminhada ainda nesta quarta-feira (12) para a 53ª DP (Mesquita), onde fica a carceragem feminina.
Ainda segundo a delegada, a bebê, de apenas 14 dias, foi encaminhada para o conselho tutelar e já está com a família.
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