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Terça - 01 de Julho de 2008 às 15:14

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O município de Diamantino (230 km de Cuiabá) iniciou o mês de julho com aumento populacional. Um grupo de 205 professores indígenas, de sete etnias, está na cidade participando da 4ª etapa de capacitação do Projeto Haiyô. O evento promovido pela Gerência de Educação Indígena da Secretaria de Estado de Educação, é realizado até o dia 30, com aulas em período integral, com exceção finais de semana, nas salas da Faculdade Integrada de Diamantino (FID).

A abertura do evento foi realizada nesta segunda-feira, na sede do Seminário Diocesano Jesus Bom Pastor, onde estão hospedados os alunos do Projeto. A secretária adjunta de Políticas Educacionais da Seduc, Rosa Neide Sandes de Almeida, destacou a importância da presença dos professores indígenas na cidade. Segundo ela, Diamantino foi escolhida pela história nas causas indígenas. “Infelizmente hoje temos muito poucos índios na cidade”.

O argumento de Rosa Neide foi fortalecido pela secretária Municipal de Educação, Rosi Parma Timidade e pelo prefeito, Francisco Mendes. Conforme Rosi, os índios que vivem na cidade, da etnia Paresí, se resumem um grupo de pouco mais de cinco pessoas. Eles vivem em casebres nas Ruínas de Rondon. “Estão terminando e fazem parte da história da cidade”, relata.

Diamantino foi o marco zero da expedição do Marechal Rondon rumo aos caminhos telegráficos que desbravaram o Estado. A Seduc, preocupada em fortalecer essa história, entende que a presença dos indígenas fortalece a proposta.

Durante o evento, a prefeitura apresentou aos visitantes uma pequena mostra dos talentos locais. Um espetáculo musical com o grupo “Velha Guarda” apresentou músicas regionais. Em seguida, incentivados pela apresentação anterior, dois grupos representantes das etnias Nhambiquara, de Juina, e Xavantes, de Campinápolis, improvisaram danças tradicionais para marcar a cultura indígena. Os Nhabikwarquaras subiram ao palco e mostraram a dança Menina Moça. Na seqüência, em maior número, os Xavante cercaram todo o salão e dançaram as coreografias das danças Curandeira e Alegre.

Estiveram presente na abertura dessa etapa do Projeto, o diretor do Centro de Formação de Professores (Cefapro) de Diamantino, Cézar Augusto Spíndola dos Santos; o assessor pedagógico da Seduc, Jamil Rodrigues Barros; representantes da Funai; o diretor da FID, Geraldo Magela, além da coordenadora do Projeto da Seduc no pólo Diamantino, professora Zeni Costa.





Fonte: 24 Horas News

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