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Repórter News - reporternews.com.br
Nacional
Terça - 15 de Abril de 2008 às 10:48
Por: Rogério Pagnan

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A família Nardoni diz suspeitar que escutas clandestinas foram implantadas pela polícia na casa do advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni e avô da menina Isabella, no Tucuruvi (zona norte de São Paulo).

Ontem, o pai e a irmã de Alexandre, Cristiane, foram à sacada do sobrado para indicar aos jornalistas os fios que, dizem, não existiam antes do assassinato da menina.

Nenhuma queixa havia sido registrada pela família sobre as escutas até ontem. Ainda segundo os familiares de Alexandre, eles solicitaram um levantamento preliminar desses fios para descobrir se não se tratam de um cabo de TV.

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que a polícia não grampeou a casa da família Nardoni. Disse, ainda, que também não havia registro de queixa dos Nardoni.

De acordo com a família, essa suspeita de grampo é reforçada pela forma como a polícia vem conduzindo as investigações até agora, ao colocar desde o início Alexandre e Anna Carolina como os suspeitos do crime.

Dessa forma, ainda segundo os Nardoni, outras linhas de investigação apresentadas pela defesa estariam sendo desprezadas. A polícia, que decretou sigilo no inquérito, diz, de forma genérica, que todas as possibilidades sobre o crime estão sendo investigadas.

Já o Ministério Público afirma que todos os suspeitos apresentados pela defesa serão investigados, mas se houver algum sentido nas suspeitas.

Esse prejulgamento de culpa contra o casal, segundo a família, foi o principal motivo de terem acionado advogados para acompanhar os depoimentos dos dois. Mesmo assim, os policiais teriam gritado com Alexandre.





Fonte: Folha de S.Paulo

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