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Internacional
Sábado - 10 de Novembro de 2007 às 16:01

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A pequena Lakshmi, a menina de 2 anos que nasceu com quatro pernas e quatro braços e que alguns indianos consideravam divina, parece estra estranhando a falta dos outros quatro membros que foram removidos, contou seu médico à agência AP nesta sexta.

De acordo com Sharan Patil, o médico que chefiou a equipe cirurgiões no Hospital Sparsh, em Bangalore, Lakshmi está consciente e se recuperando bem, apesar de permanecer na unidade de terapia intensiva. "Ela pareceu perplexa ao olhar para as pernas, como se estivesse estranhando o desaparecimento do resto do seu corpo."

A operação foi conduzida por uma equipe de 36 cirurgiões, e durou 27 horas.

Os médicos conseguiram separar a espinha dorsal que Lakhsmi compartilhava com o corpo de sua irmã gêmea. Lakshmi nasceu unida pela pélvis com o corpo de uma gêmea que não se desenvolveu corretamente, e que ficou como uma parasita.

A operação começou na terça-feira. Foi um elaborado processo, no qual os cirurgiões tiveram que retirar os braços, pernas e rins da gêmea e reconstruir a pélvis da menina.

"Conseguimos separar os ossos que cobrem a espinha dorsal e separar Lakshmi da sua gêmea parasita no nível ósseo", declarou à emissora IBN o neurocirurgião Thimappa Hegde.

A menina nasceu numa família muito pobre, no distrito de Araria, na região de Bihar, perto da fronteira com o Nepal. Muitos aldeões acharam que ela era uma reencarnação da deusa Lakhsmi, que tem oito braços.

"Todos começaram a rezar para minha filha. E nós também", declarou seu pai, Shambhu. Mas seu pai logo se deu conta de que a bebê precisava de atendimento médico urgente. Começou então a busca de um cirurgião capaz de realizar a operação. Os médicos acreditam que, sem ser operada, Lakhsmi não superaria a adolescência.

A operação teve um custo calculado de 250 mil rúpias (US$ 6.400), mas o hospital decidiu não cobrar nada. "Por favor, rezem para que seja um sucesso", declarou a mãe de Lakshmi, Poonam, pouco antes de a sua filha entrar na sala de cirurgia. Os pais esperam agora que sua filha possa desenvolver uma vida normal.





Fonte: BBC Brasil

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