Repórter News - reporternews.com.br
Economia
Terça - 09 de Outubro de 2007 às 11:34

    Imprimir


Há mais de um mês a Usina Termelétrica de Cuiabá não recebe o gás natural boliviano e está parada. Com a Usina desativada a termelétrica deixa de abastecer Mato Grosso e a rede do Sistema Nacional, que leva energia a todas as regiões do país.

A sobrecarga no sistema elétrico é um dos motivos aprontados para cortes frequentes, que já trazem prejuízos para muitos consumidores.

É o caso de uma padaria da capital, segundo o proprietário Luíz Garcia o motor da geladeira do estabelecimento queimou após queda de energia. Explica o empresário que isso tem acontecido e por isso os funcionários tem que ficar alerta para que não haja mais prejuízos como esse.

Os cortes do mês passado se deveram, segundo a Rede Cemat, a sobrecarga de energia no sistema. Eles poderão voltar a ocorrer neste mês, principalmente nos dias mais quentes. Existem explicações diferentes para o problema.

O professor da UFMT, Dorival Gonçalves Júnior, diz que o estado tem oferta de energia de sobra, o problema pode estar na falta de investimento na distribuição.

De acordo com ele o problema está nos alimentadores de distribuição. Alguns podem estar operando em sobrecarga por não haver investimentos da Rede Cemat para atender os momentos de sobrecargas no sistema durante o período de calor.

O vice-presidente de operações da Rede Cemat, Aroldo Napolitano contesta. Segundo ele apesar da grande oferta energética a quantidade aproveitada é limitada pelos transformadores da Eletronorte. Os equipamentos estariam operando no limite da sua capacidade para abastecer a região de Cuiabá.

Segundo Aroldo, nessa época do ano com os rios baixos cai a geração em até 30%. Hoje a capacidade de geração é igual a de consumo do estado. Existe geração que não entra no sistema da Cemat.

Com ou sem sobra de energia a Usina Termelétrica Mário Covas faz falta, há mais de um mês ela não recebe o gás natural boliviano e está parada. Falta gás também nas negociações da Pantanal Energia, dona da usina, com o governo boliviano, que quer cobrar quatro vezes mais pelo valor do combustível.

A maior Usina de Mato Grosso pode abastecer até 70% do estado e ainda vender energia à rede do sistema nacional.

Soluções apontadas

Enquanto não resolvem o impasse com a Bolívia, os empresários e o governo brasileiro estudam uma solução provisória: uma saída é o uso do óleo diesel como combustível para a termelétrica. A alternativa, que está sendo estudada pela direção da usina, vai gerar custos adicionais para todos os consumidores brasileiros.

A falta de gás boliviano mantém a usina parada, o que compromete o abastecimento principalmente na capital.

Para o professor Dorival isso vai trazer um grave problema para a sociedade. De acordo com ele, o custo financeiro com diesel elevariam em 300% (4 vezes) o valor das contas de luz em Mato Grosso.

Para a Rede Cemat, que é favorável à Operação à diesel, o aumento nas contas seria mínimo, pois a previsão é de que o repasse dos custos com o óleo seja dividido com os consumidores de todas as regiões do país.

Só para gerar energia por uma hora à região metropolitana de Cuiabá, seriam gastos quase 60 mil litros de óleo diesel por hora, equivalente a uma frota de mil caminhonetes rodando com tanque cheio.

O custo ambiental com a emissão de poluentes será dividido entre os moradores de todo planeta.





Fonte: TVCA

Comentários

Deixe seu Comentário

URL Fonte: https://reporternews.com.br/noticia/203570/visualizar/