Instituição não funciona em Mato Grosso por falta de sala
A Rede Cidadã, instituição ligada ao Ministério do Desenvolvimento Social e apoiada pelo Instituto Paulo Freire, está sem sala para funcionar no Estado. Os trabalhos são desenvolvidos na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mas devido a mudanças e reformas de estrutura na UFMT, a Rede deve deixar o local.
Ontem (05), a vereadora Enelinda Scala (PT-MT) solicitou ajuda do governo estadual, durante reunião com o secretário Estadual de Administração, Geraldo De Vitto. A parlamentar juntamente com a gestora da Rede Cidadã no Estado, irmã Cleofa Marlisa Flach, pediu ao secretário uma sala para desenvolver os projetos da instituição. Enelinda destacou a importância da Rede Cidadã. “Temos que lutar pela inclusão social. Isso é o que mais vale a pena na política”, disse.
O secretário pediu alguns dias para analisar a possibilidade de cessão da sala pelo Estado. O ofício com a solicitação da Rede Cidadã já está no setor de patrimônio da Secretaria de Administração.
Enquanto isso, o grupo de coordenadores e voluntários do projeto está com tudo encaixotado na UFMT. “Já fui a outras secretarias solicitando sala de órgãos públicos e até agora não recebi nenhuma resposta positiva”, ressaltou a irmã Cleofa.
A Rede Cidadã articula e apóia os movimentos sociais e trabalha na capacitação de lideranças. Ajuda famílias em situação de vulnerabilidade social, desenvolve atividades com indígenas, quilombolas, assentados e acampados, catadores de material reciclável e moradores da periferia. Cinco educadores liberados pelo Governo Federal realizam oficinas, palestras e encontros visando a formação cidadã e a consciência política.
Em Mato Grosso, na primeira etapa do convênio, a Rede Cidadã realizou 118 oficinas. Na segunda, foram 134. Já foram atendidos 94 municípios. “Trabalhamos com pequenas comunidades no resgate da auto-estima e na geração de emprego e renda”, explicou a irmã Cleofa.
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