Preços agrícolas sobem 4,7% na 3ª prévia de agosto, revela IEA
O indicador de preços dos produtos de origem vegetal (IqPR-V) subiu 3,21% e o de produtos de origem animal(IqPR-A) aumentou 7,82%. Os pesquisadores do IEA observam que quando cana-de-açúcar é excluída do cálculo do índice, a variação do IqPR eleva-se para 9,71% e a do IqPR-V, para 11,55%. "Isso se deve principalmente às altas nos preços da laranja (para indústria e para mesa), do tomate, milho, banana e feijão."
No levantamento do IEA, apenas dois produtos apresentaram variação negativa nas cotações na terceira quadrissemana de agosto. Os preços da cana-de-açúcar caíram 5,12%, refletindo as baixas das cotações do açúcar no mercado internacional, associadas ao aumento da área plantada no Brasil. Já as cotações dos ovos recuaram 1,12%.
As maiores altas nos preços foram verificadas no tomate para mesa (52,44%), laranja para indústria (19,63%), leite tipo C (15,75%), carnes suína (15,64%) e de frango (13,53%), banana nanica (12,83%), feijão (11,66%) e o leite tipo B (10,50%). "A considerável elevação no preço do tomate é resultado das condições climáticas adversas à cultura no período, que levaram à redução na produção", dizem os técnicos.
Segundo os técnicos do IEA, os baixos estoques de passagem do suco de laranja têm contribuído para a alta nos preços da laranja para indústria. "Esta variação é verificada na comercialização fora dos contratos (mercado spot), já que os contratos são atrelados ao dólar, pois o produto neste caso tem preço fixo (acordado) em moeda americana. Assim, a variação de preço (em real) reflete apenas a variação da taxa cambial."
O bom desempenho das exportações continua impulsionando o preço da carne de frango no mercado interno e, conseqüentemente, aumenta a procura pela carne suína, elevando o preço (somado também ao fator do preço da carne bovina que continua alto). O aumento do leite deve-se à queda na oferta do produto em virtude da entressafra e à escassez do produto no mercado internacional.
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