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Economia
Quinta - 16 de Agosto de 2007 às 08:47
Por: Cristina Canas

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O acirramento do nervosismo com a crise de crédito completa uma semana hoje sem sinais de esmorecimento. Ao contrário, os pregões foram ao ápice da turbulência até o momento na Ásia e as perdas eram expressivas também na Europa e no pré-mercado norte-americano. Ontem, o dólar encerrou o pregão acima de R$ 2,030 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e R$ 2,031 no mercado interbancário e disparou na abertura de hoje com expressiva valorização de 4,43% no primeiro negócio, a R$ 2,120.

Na Ásia, as preocupações com o problema com crédito afetaram em cheio o mercado e vários bancos centrais tiveram que atuar para evitar desvalorizações fortes em suas respectivas moedas, a exemplo do que já tinha ocorrido ontem. Na lista de países atingidos estão Malásia, Cingapura, Indonésia e Filipinas, que venderam milhões de dólares para conter a depreciação das suas respectivas divisas. O banco central da Nova Zelândia também interveio no mercado de moedas, pela primeira vez desde junho.

O destaque internacional vem do iene. A moeda japonesa valorizou 6,22% em um único pregão, mostrando forte movimento de desmonte de posições de carregamento (carry trade). Esse mecanismo, por meio do qual durante os recentes períodos de liquidez abundante os investidores se financiavam em iene para aplicar em diversos mercados globais, reflete a aversão ao risco. E é um importante termômetro para avaliação da disposição dos investidores. A julgar pelo comportamento de hoje. O nervosismo atingiu também as bolsas asiáticas, que fecharam em baixa generalizada.

Quanto ao noticiário sobre o mercado de crédito, as maiores preocupações, desde ontem, referem-se à situação da Countrywide. As ações da maior financiadora de hipotecas dos EUA caíram 12,96% ontem em Nova York, depois que o Merrill Lynch rebaixou a recomendação dos papéis para venda. E, hoje, caem 18% depois que a empresa informou que foi forçada a recorrer a uma linha empréstimo disponível de US$ 11,5 bilhões para financiar suas operações.





Fonte: AE

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