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Nacional
Segunda - 09 de Julho de 2007 às 18:23
Por: Clarissa Thomé

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RIO - O Ministério Público do Estado denunciou à Justiça nesta segunda-feira, 9, os cinco jovens presos pela agressão à doméstica Sirley Dias de Carvalho, em 23 de junho, na Barra da Tijuca. A denúncia do MPE, porém, foi menos dura do que o indiciamento policial. Rubens Arruda, Rodrigo Bassalo, Júlio Junqueira, Leonardo Andrade e Felippe Macedo Nery Neto foram denunciados à Justiça por roubo qualificado pelo concurso de pessoas e lesões corporais, crimes cujas penas podem chegar a 15 anos de prisão.

O entendimento do delegado Carlos Augusto Nogueira, que prendeu os rapazes, era outro. Para o policial, as lesões que Sirley sofreu foram tão graves que indiciou os agressores por tentativa de homicídio, roubo e formação de quadrilha. Por esses crimes, cada um deles poderia ser condenado a até 24 anos de prisão. Na opinião do MPE, porém, o delegado não apresentou provas de que os jovens tiveram intenção de matar a doméstica.

"No entanto, se houver, durante a instrução criminal, a coleta de novas provas, a denúncia pode ser aditada", explicou em nota o MP. O MPE também não denunciou os acusados por lesão corporal grave, porque, por lei, a gravidade só pode ser diagnosticada se a vítima ficar incapacitada para suas ocupações habituais por mais de 30 dias, segundo o Código Penal - a denúncia foi feita 16 dias depois do crime. Os jovens estão presos preventivamente por ordem da 38.ª Vara Criminal.

Sirley, que teve um dos braços quebrados ao tentar proteger o rosto do chute dos seus agressores, continua afastada do trabalho. Ela não foi localizada pelo Estado para comentar a decisão dos promotores .

A doméstica, de 32 anos, estava num ponto de ônibus, por volta das 5 horas da manhã de 23 de junho, quando seis jovens chegaram num Gol preto. Um deles estava alcoolizado e não conseguiu sair do carro. Os outros cinco agrediram Sirley e outras duas mulheres que também aguardavam condução. Na delegacia, um deles disse que confundiu a doméstica com uma prostituta. As outras mulheres conseguiram fugir; a doméstica, não. Segundo apurou a Polícia, naquela mesma noite, os rapazes haviam agredido uma garota de programa em outro ponto de ônibus, envolveram-se numa briga num posto de gasolina, onde um rapaz também foi espancado, e lançaram uma garrafa contra o carro em que estavam duas engenheiras, que foram agredidas verbalmente pelo grupo.




Fonte: Estadão

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