Prefeitura de Tangará intensifica combate às queimadas
Intensificando as ações de combate às queimadas, o prefeito de Tangará da Serra, Júlio César Ladeia, estará lançando na próxima semana Campanha Sem Queimadas.
Em palavras, o prefeito pediu a atenção da sociedade, especialmente neste período de estiagem, no que refere-se as queimadas. Vamos ficar atentos e alertar, denunciar práticas que causam grandes danos a nossa saúde e a saúde do meio ambiente. Não há necessidade de queimar, há alternativas corretas e legais , ressaltou Ladeia.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, João Girotto, as queimadas são ilegais e representam hoje um dos maiores problemas ambientais no Município de Tangará, no estado de Mato Grosso e no Brasil.
O secretário acredita que, atuando em parceria, os diversos segmentos da sociedade, a população civil organizada e o governo municipal, será possível vencer esta batalha contra queimadas, fazendo com que Tangará deixe de ser um dos primeiros em número de focos de fogo em todo o estado.
A Campanha será realizada pela prefeitura, Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e pelo Corpo de Bombeiros e Sema local. O que é preciso saber Quem faz queimada não conhece os problemas causados pelo fogo. Para começar, a queimada no perímetro urbano é proibida por Lei e está explícito. Esta prática é crime ambiental e prevê multa ou pena de reclusão de 3 a 6 anos.
A população de Tangará poderá denunciar as queimadas pelos telefones do Corpo de Bombeiros 193, Disque Denúncia da Prefeitura Municipal 3326 5733 Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. A Fumaça de uma Queimada Ela é basicamente, composta por gases e material particulado, tudo muito prejudicial à saúde.
Mais de 70 produtos químicos já foram identificados na fumaça resultante das queimadas de vegetação (biomassa), sendo que muitos desses são tóxicos ou têm ação cancerígena. Os gases tóxicos presentes na fumaça são aldeídos, dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio e monóxido de carbono. Uma reação fotoquímica provoca a síntese de ozônio, que é um gás bastante tóxico e irritante para as mucosas das vias aéreas e dos demais órgãos. Nas elevadas alturas (17 a 21 Km), o ozônio bloqueia parte da radiação ultravioleta mas, aqui em baixo, é nocivo. Muito dióxido de carbono, também, é liberado pelas queimadas, contribuindo para o efeito-estufa e aquecimento do planeta. Mais de 90% da quantidade de partículas encontradas na fumaça, produzida pela queima de biomassa, consiste de partículas finas, que medem menos de um centésimo de milímetro, sendo invisíveis a olho nu. Atingem os pulmões, durante a inspiração do ar poluído.
Essas partículas contém, além de carbono, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, muitos deles dotados de ação carcinogênica (causadoras de câncer), como o benzopireno.
A queima de lixo libera, também, dioxinas e furanos. Seria tedioso relacionar todo o arsenal tóxico liberado nas queimadas feitas em muitas áreas de reciclagem, bem como naquelas provocadas em lixões e lixinhos clandestinos, onde se queima tudo que é possível. Entretanto, além de tudo já mencionado, merece destaque a liberação de metais pesados (chumbo, níquel, cromo e cádmio) durante a queima de tintas contida em papéis, plásticos, latas etc, bem como a liberação de compostos de mercúrio, decorrente da queima de lâmpadas fluorescentes.
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