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Nacional
Quarta - 11 de Abril de 2007 às 18:07

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Os cerca de 5 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas (Ceta) da Bahia seguem a marcha, de pouco mais de 100 quilômetros, que iniciaram na segunda-feira em Feira de Santana e que deve ser concluída em Salvador, no próximo dia 16. Na tarde de hoje, os manifestantes montaram acampamento em uma fazenda na margem do km 555 da BR-324, município de Amélia Rodrigues, a cerca de 80 quilômetros da capital baiana, onde pernoitaram.

De acordo com o líder do MST no Estado, Márcio Matos, à medida que a marcha avança, é mais notável o quanto os manifestantes estão descontentes com o tratamento dado pelo governo do Estado às cerca de 25 mil famílias que, hoje, moram em acampamentos de movimentos sociais espalhados pela Bahia. "Entregamos uma pauta de reivindicações à Secretaria da Agricultura no começo do ano e, até agora, não houve nenhum tipo de retorno", afirma.

Ele ressalta que a lista de reclamações é variada e envolve pedidos tanto de quem ainda não está assentado - como o pedido de rapidez na aprovação da proposta de arrecadação das terras devolutas - quanto de quem já está. "Os assentados também têm uma lista importante e variada de reivindicações, que vai de acesso a água potável quanto a criação de linhas de crédito específicas."

Está marcado um encontro entre as lideranças do MST e o governador do Estado, Jaques Wagner (PT), no dia 17, em Salvador. A data marca o aniversário de 11 anos do episódio conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, quando 19 trabalhadores rurais morreram em conflito com a polícia.





Fonte: AE

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