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Nacional
Sexta - 23 de Março de 2007 às 23:30

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O Brasil ocupa, atualmente, o 16° lugar entre os 22 países onde se verificam 80% dos casos de tuberculose diagnosticados no mundo. A informação foi dada hoje (23) pelo secretário executivo do Fórum da Parceria Brasileira contra a Tuberculose, Carlos Basília, ao participar do programa Redação Nacional, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Ele conclamou a população a participar amanhã (24) da mobilização pelo Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.

O psicólogo social Carlos Basília disse que o Rio de Janeiro é o estado com maior incidência de casos de tuberculose no país e maior número de óbitos causados pela doença. A incidência é de 90 casos para cada 100 mil habitantes, e o número de mortes chega a mil por ano no estado. Existem no Rio 17 mil casos diagnosticados da doença. No país, o número de mortes causadas pela tuberculose é de cerca de 5.000 por ano, há 120 mil casos permanentes da doença, e surgem 85 mil casos por ano, informou Basília.

A tuberculose é transmitida pelo ar, através da fala, tosse ou espirro. De acordo com Basília, é a doença infecciosa que mais mata no mundo e, apesar de ter sido considerada erradicada há algumas décadas, voltou a ser um problema de saúde pública.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 2 bilhões de pessoas, cerca de um terço da população mundial, está infectada pela bactéria causadora da doença (Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch). Deste total, 8 milhões desenvolverão a doença e 2 milhões morrerão, a cada ano. De acordo com a página do Fórum da Parceria Brasileira contra a Tuberculose na internet, a doença está em estado de emergência decretado pela OMS como enfermidade reemergente desde 1993.

"O mito que de que ela é uma doença do passado contribuiu para que a tuberculose fosse meio esquecida pela população e também pelos próprios médicos", justificou. "Hoje, ela volta fortalecida, como uma doença oportunista: através da associação mortal com a aids, que deixa as pessoas com imunidade baixa, facilitando o desenvolvimento da doença", explicou Basília.

Ele disse que, depois que a tuberculose passa a ser ativa, no período de um ano, o portador pode transmiti-la para mais de 15 pessoas, "comprovando ser [a doença] altamente contagiosa".

Ainda de acordo com Basília, questões sociais, como a aglomeração em favelas, envolvendo falta de condições de ventilação e luz solar, além de má alimentação, favorecem a transmissão da doença. "A população carcerária comprova isso, já que registra uma incidência de tuberculose dez vezes maior do que a verificada nas pessoas de um modo geral".





Fonte: Agência Brasil

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