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Economia
Quinta - 22 de Fevereiro de 2007 às 14:17

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Uma fila de caminhões carregados com soja voltou a se formar nas imediações do Porto de Paranaguá. O superintendente do porto disse que a fila se formou porque “operadores portuários, plantadores, cooperativas e produtores de Mato Grosso e Goiás, como estão diante de supersafra, tentam forçar o porto a abrir o silão para a soja transgênica.”

O governo do Paraná não permite o armazenamento de soja transgênica no porto público. Segundo Requião, a legislação prevê suspensão de cinco a 180 dias para as empresas que descumprirem as regras portuárias. Segundo o superintendente, o porto adotou medidas logísticas, entre elas a nominação prévia de navios e local para estocagem, a fim de evitar as filas. Requião afirma que a fila, na quarta-feira, era de 400 caminhões. Operadores do porto falam em 700 veículos.

O presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso, Valdir Correa da Silva, disse que a entidade não aceita que se jogue a culpa das filas sobre os produtores. “Por parte do produtor não há nenhum esquema, mesmo porque a primeira soja ele entrega para as tradings como pagamento de dívidas.”

Operadores e corretoras criticaram a restrição para o embarque da soja. “A capacidade do porto é pequena e enquanto há restrição para a soja transgênica, o silo público está com espaço ocioso suficiente para 85 mil toneladas”, diz Maurício Xavier, diretor da Gransol, uma das empresas que opera no porto. A demora no embarque da soja aumenta os custos de transporte, por conta das multas que são pagas a cada dia de espera.

O governo do Paraguai vai construir um terminal de cargas líquidas no Porto de Paranaguá, no Paraná. Segundo informou a agência paranaense de notícias, o presidente da Associação Nacional de Navegação e Portos (ANNP), Omar Alexander Pico Insfran, discutirá o projeto em Assunção, na primeira semana de março, em reunião com o superintendente dos portos paranaenses, Eduardo Requião, e autoridades do governo paraguaio, empresários e técnicos para discutir o projeto.

A intenção do governo paraguaio é utilizar o píer público de inflamáveis para escoar os líquidos armazenados, assim como vai fazer a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) quando o terminal público de álcool for inaugurado no próximo mês. "Através do terminal, estaremos abrindo uma importante via de saída para líquidos a granel, de exportação, em sua maior parte resíduos líquidos de extração industrial (óleos vegetais)", informou Insfran.

O presidente da ANNP destaca ainda que, no futuro, o Paraguai pretende ampliar as importações de petróleo e seus derivados "que vão permitir ao Paraguai, em sua condição de país mediterrâneo, uma maior autonomia no abastecimento de hidrocarbonetos".

Insfran explica que os trâmites administrativos para a obra já estão bem avançados e que o terminal atenderá tanto produtores paraguaios como brasileiros. O terminal paraguaio será construído ao lado do terminal público de álcool, no bairro Vila da Madeira, em Paranaguá. Na mesma região, já estão instaladas empresas que operam com cargas líquidas, como Petrobras, Cattalini e União Vopak.(AE)





Fonte: AE

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