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Economia
Quarta - 14 de Fevereiro de 2007 às 05:41
Por: Juliana Scardua

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O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) registrou 172 termos de fiscalização de carnes, frutas, mudas de plantas, queijo e equipamentos oriundos da Bolívia que entrariam ilegalmente em Mato Grosso desde o dia 29 de janeiro, quando foi oficializada a descoberta de focos de febre aftosa no país vizinho. Todo o material apreendido foi incinerado, como 10 kg de carne bovina barrada na fronteira, conforme o 1º balanço divulgado ontem pelo órgão. Os itens embutem o risco latente de trazer o vírus da aftosa ao rebanho de Mato Grosso, perigo que não se restringe ao contrabando de gado na região.

Além da quantidade de carne vermelha, foram apreendidos até agora 4 mudas de plantas, 72 kg de frutas, 2 kg de equipamentos de montaria e um queijo. Mato Grosso e os outros 3 Estados eram oficialmente há anos fechados para a entrada de animais vivos da Bolívia, com a liberação da entrada apenas para fêmeas e embriões, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A ressalva foi transformada no embargo total de carnes e produtos de origem animal, como lácteos, após a descoberta do surto de aftosa, assim como foi vetada a entrada de qualquer produto ou material de zonas rurais que potencialmente possa transportar o vírus.

"Nossa grande preocupação é justamente esse transporte miúdo, que faz parte do dia-a-dia daquela região de fronteira e que é realmente mais perigoso do que se imagina. Se esse queijo, carne ou qualquer produto vier de uma fazenda onde o vírus esteja, certamente trará o problema para cá", alerta o presidente do Indea, Décio Coutinho.

Ele destaca que todo o material apreendido é incinerado nas valas abertas nos 10 postos fixos de fiscalização, cavadas sob a autorização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Nos 15 dias desde a criação da força-tarefa para a fiscalização nas barreiras sanitárias foram vistoriados e desinfetados 1,436 mil veículos. A desinfecção para eliminar o vírus é feita com a pulverização de produto químico nos veículos, principalmente nos pneus e também nos sapatos de motoristas e passageiros.

Coutinho frisa que outra preocupação é o controle sobre as duas linhas de ônibus diárias que ligam Cáceres aos municípios de Santa Cruz de La Sierra e San Matias. "Não podemos nos esquecer disso e a vigilância tem que ser redobrada". Até agora foram vistoriadas 102 bagagens de passageiros.




Fonte: A Gazeta

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