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Nacional
Sexta - 05 de Janeiro de 2007 às 15:02

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Os parentes das vítimas do acidente com o Boeing 737-800 da Gol estão recorrendo à Justiça em busca de acesso a informações sobre as causas do desastre investigado pela Aeronáutica. No próximo mês, quando o Judiciário retorna do recesso, a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907 entrará na Justiça com um mandado de segurança para pedir dados da apuração.

O Boeing caiu no município de Peixoto de Azevedo, cerca de 700 km ao norte de Cuiabá, no dia 29 de setembro do ano passado, depois de se chocar com um jato Legacy.

Patrícia Abrahim Garcia, viúva de uma das 154 vítimas do desastre, entrou com mandado de segurança em 2006, mas teve o pedido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O advogado de Patrícia e de mais 26 parentes de vítimas do acidente, Leonardo Amarante, informou que vai recorrer da decisão em fevereiro.

De acordo com Amarante, o interesse pelas informações da Aeronáutica é porque, com os dados, as famílias poderiam impulsionar o processo na justiça americana contra os pilotos do Legacy, Joseph Lepore e Jan Palladino, e contra as empresas ExcelAire, proprietária do Legacy, e Honeywell, fabricante do transponder (dispositivo de comunicação eletrônico complementar, semelhante a um radar diferenciado).

Amarante acrescentou que os pilotos do Legacy podem voltar a pedir suspensão do processo nos Estados Unidos com base na falta de repasse de informações sobre as causas do acidente pelo governo brasileiro. “Os pilotos fizeram o pedido de suspensão na última audiência na justiça americana, no dia 18 de dezembro. O juiz não aceitou, mas é claro que eles vão tentar reavivar essa discussão”, disse.

Para o presidente da associação, Jorge André Cavalcante, o ministro da Defesa, Waldir Pires, descumpriu o compromisso de manter os familiares informados. Segundo informações do STJ, o Ministério da Defesa negou pedido de informações e de cópias de documentos sobre as responsabilidades pelo acidente aéreo a Patrícia Garcia, decisão que foi mantida pelo tribunal ao negar o mandado de segurança. “Queremos que tudo seja claro para as famílias. Tivemos isso no início do processo e agora estão com receio, escondendo as informações”, afirmou Cavalcante.

A assessoria de imprensa da Aeronáutica informou apenas que “em breve”, serão divulgados novos dados sobre as investigações, e as famílias das vítimas terão acesso aos resultados previamente.





Fonte: Agência Brasil

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