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Cidades/Geral
Sexta - 05 de Janeiro de 2007 às 13:23

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Uma equipe de engenheiros, designada para verificar possíveis questões de ordem técnica que possam ter contribuído para o represamento do córrego do Gambá e o conseqüente alagamento de casas na vizinhança, constatou que a causa determinante é o descarte indevido de lixo e utensílios domésticos.

A equipe assinalou a queda de um muro, construído irregularmente em área de preservação, como fator a obstruir quase dez por cento do leito do córrego e o restante, elevando o represamento para quase trinta por cento do leito, constituído por sofás velhos, restos de fogão, partes de geladeiras inservíveis e, sobretudo, sacos de lixo doméstico que foram lançados após a passagem da equipe de limpeza que já estava limpando áreas à montante e bem afastadas do local onde ocorreu o alagamento.

O diretor de obras públicas, Orozimbo Guerra Neto, recebeu o relatório onde os engenheiros explicam que o declive de mais 3 metros entre a margem da Avenida Beira Rio e a foz do córrego do Gambá revelou-se suficiente para drenar, com velocidade, toda a água que conseguiu transpor o represamento, além do volume carreado pela rede de drenagem recém-construída.

“Infelizmente”, disse o engenheiro, “todo o ano vai acontecer a mesma coisa se a população vizinha repetir comportamento de utilizar o córrego para o descarte de objetos e do lixo domiciliar e, particularmente, neste episódio, ainda que se possa lamentar os prejuízos de ordem material, foi bem visível o trabalho das equipes de limpeza que, nas ações preventivas, já haviam desassoreado, à jusante, o leito do córrego do Gambá e estavam concentrando o serviço nas cabeceiras”, explicou.

O diretor de obras públicas foi além e disse: “muitos dos prejudicados, agora, querem atribuir a culpa pelo descarte indevido de lixo e utensílios domésticos velhos ou quebrados aos moradores do Bairro Don Aquino, porém, o serviço de limpeza, mais especificamente a equipe que atua na “ação preventiva” já havia feito a desobstrução e desassoreamento do córrego e é bom frisar que o uso impróprio dos córregos que cortam da cidade não vem de agora e é uma questão de educação coletiva que precisa ser enfrentada; a Prefeitura faz campanhas, porém, pelo que se vê a eficácia tem sido pequena, pois, continuam jogando objetos nos córregos e enquanto esse comportamento pernicioso prevalecer parcela expressiva da população vai continuar prejudicada”, conluiu.





Fonte: 24HorasNews

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