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Economia
Sexta - 06 de Outubro de 2006 às 07:50

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Endividamento e problemas climáticos foram os principais motivos apontados por representantes do agronegócio para a queda, pelo segundo ano consecutivo, na área plantada. Segundo o Ministério da Agricultura, a redução pode chegar a 5,3% sobre a safra que acabou de ser colhida.

Os produtores de soja do Mato Grosso - maior produtor da oleaginosa no País - estão substituindo parte da área destinada ao produto por arroz e algodão. O alto endividamento e as perspectivas de preços baixos e rentabilidade negativa para a soja estimulam agricultores a substituir a cultura. A previsão de entidades do setor é de que arroz e algodão ocuparão uma área 36% superior à registrada no ciclo 2005/06, passando de 644 mil hectares para 873 mil. Já a área de soja deve diminuir 15%, para 5 milhões de hectares. As informações são da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).

Para a safra de grãos 2006/2007, o governo projeta uma área plantada entre 44,7 milhões e 45,7 milhões de hectares. Na safra anterior, a área era de 47,3 milhões de hectares.

O volume da colheita na próxima safra é estimado entre 117,7 milhões de toneladas e 120,6 milhões de toneladas. Se ficar no primeiro montante, a colheita será 1,8% menor que os 119,9 milhões da safra 2005/2006. Ou pode crescer 0,6% atingindo o patamar superior.

Os números do primeiro levantamento oficial sobre intenções de plantio foram anunciados hoje pelo ministro da Agricultura, Luis Carlos Guedes.

Dirigentes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lembram que a retração na área plantada começou em 2005, por seca no Sul e endividamento geral dos produtores, em especial no Centro Oeste.

Alegam, ainda, aumento nos custos de produção, com queda de renda na contrapartida, já que a redução dos preços dos alimentos teve peso forte na queda da inflação. Além disso, eles se queixam de faturamento menor com as exportações, já que o dólar ficou mais baixo.

Com isso, os produtores rurais estão escolhendo plantar somente nas áreas mais produtivas, em colheitas com maior retorno de preço, deixando de lado aquelas que demandam mais investimentos em insumos.

De acordo com o levantamento do governo, a redução na área plantada será mais forte na sojicultura, queda de 1,7 milhão a 1,1 milhão de hectares. Mesmo assim, a colheita de soja deve crescer 0,4% sobre a safra anterior, para até 55 milhões de toneladas. E o milho pode ter ganho de 0,2%, com produção estimada em até 42,9 milhões de toneladas.





Fonte: 24HorasNews

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