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Nacional
Sexta - 06 de Outubro de 2006 às 01:28
Por: Sônia Figueiras

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CUIABÁ - A Justiça Federal do Mato Grosso determinou à Operadora Claro que envie ainda nesta sexta-feira, 6, à Polícia Federal (PF) os dados da quebra do sigilo telefônico de 17 telefones, entre eles o do ex-assessor de campanha do senador Aloízio Mercadante (PT-SP), apontado como o homem da mala que levou ao Hotel Ibis os R$ 1,75 milhão destinado à compra, pelo PT, do dossiê contra a administração tucana no Ministério da Saúde. A informação é da própria PF, que acusa a Claro de atrasar as investigações sobre a origem do dinheiro que iria comprar o dossiê.

A Claro é controlada pela mexicana América Móvil, líder no ramo das telecomunicações. O delegado responsável pelo inquérito, Diógenes Curado Filho, aguarda desde sexta-feira a remessa dos dados para dar continuidade às investigações. O sigilo telefônico de Lacerda é considerado uma peça-chave na apuração. A PF quer saber, por exemplo, se Lacerda telefonou para alguma operadora de câmbio, agência de viagem ou agência bancária às vésperas da operação.

O ex-assessor petista foi filmado pelas câmeras do circuito interno de TV do Hotel Ibis levando uma mala preta para Gedimar Passos, preso no dia 15 de setembro com parte dos dólares e reais que seriam repassados ao chefe da máfia das ambulâncias, Luiz Antônio Vedoin.

Embora o prazo padrão para a remessa desse tipo de informação seja dez dias, as demais operadoras, informou a PF, costumam fornecê-las em um ou, no máximo, dois dias. No caso da Claro, já se passaram seis dias desde a decisão judicial que determinou a remessa dos dados. Segundo a PF, a operadora chegou a pedir a dilatação do prazo para repassar os dados, o que irritou Curado.

Diante do atraso, o delegado procurou o juiz da 1ª Vara Federal, Jefferson Schneider, que determinou a remessa imediata dos dados. As informações esperadas pela PF incluem a remessa da relação de todas as chamadas telefônicas registradas nos últimos dois meses nos números telefônicos de quatro envolvidos (os chamados extratos telefônicos), entre eles o de Lacerda, e informações cadastrais de outros 13 números identificados nas investigações da PF.

Em nota oficial, a Claro informou que a solicitação da Polícia Federal foi recebida na sexta-feira 29 e, na terça-feira 3, a operadora enviou dados parciais. Ainda segundo a operadora, as informações complementares serão enviadas hoje. Na nota, a empresa afirma ainda os prazos solicitados foram necessários para que fossem "verificados todos os sistemas e prestadas todas as informações". A Claro declara, ainda, "que vai colaborar com a Polícia Federal e com a Justiça em todas as etapas das investigações" e acrescenta que "cumpre rigorosamente as leis brasileiras e está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento necessário".




Fonte: Agência Estado

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