Empresa quer reparar aeroporto de Beirute com o próprio dinheiro
O diretor da empresa Youssef Kanaan comunicou ao primeiro-ministro Fouad Siniora que sua companhia reparará as pistas de aterrissagem e decolagem do aeroporto internacional Rafik Hariri, acrescentou a emissora.
O presidente do conselho administrativo, Assad Jury, também confirmou a decisão a Siniora em conversa por telefone.
A União de Empresas já havia participado, junto a uma sociedade alemã, da ampliação do aeroporto de Beirute nos anos 90.
A atividade do aeroporto de Beirute é mínima nos últimos dias, depois de ficar fechado ao tráfego a partir de 13 de julho, quando Israel bombardeou suas pistas e impôs um bloqueio aéreo, marítimo e terrestre ao Líbano.
Durante a ofensiva, o aeroporto só estava sendo utilizado por aeronaves com ajuda humanitária, mas após o cessar-fogo dois aviões civis já aterrissaram em suas pistas.
Em entrevista a uma emissora de TV local, o ministro de Obras Públicas e Transporte, Mohamad Safadi, afirmou que "o Governo jordaniano adotou medidas para estabelecer uma ponte aérea entre Beirute e Amã".
"Para começar haverá quatro aviões todos os dias da Middle East Airline (MEA, companhia aérea nacional) e da companhia aérea jordaniana Al Alia. Este número pode aumentar conforme as necessidades", disse o ministro.
Safadi acrescentou que "estas disposições são temporárias enquanto se aguarda a reabertura total do aeroporto no final da próxima semana, quando as obras de reparação terão terminado". "Então poderemos receber todo tipo de aeronaves", afirmou o ministro.
Safadi negou a possibilidade de o Governo permitir o posicionamento de uma força internacional nos pontos de acesso ao Líbano para impedir a entrada de armas com destino ao Hisbolá em aplicação da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.
"É algo que não aceitaremos já que este trabalho tira a responsabilidade do Governo. O Exército libanês será posicionado no aeroporto e as forças de segurança nos portos e nas fronteiras", disse.
"Se a ONU deseja garantir que o Governo cumpra suas promessas com relação à (resolução) 1701, não temos inconvenientes", acrescentou Safadi.
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