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Advogada admite que "entregou" cliente para o PCC
Em depoimento prestado ontem à CPI do Tráfico de Armas, a advogada Adriana Tellini Pedro admitiu ter dado informações sobre um cliente para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Pressionada pelos parlamentares, ela reconheceu ter repassado informações sobre o paradeiro de um homem que recém tinha recebido R$ 30 mil na partilha de bens em processo de divórcio. Escutas telefônicas da polícia já haviam flagrado Adriana repassando informações sobre o cliente a criminosos da facção criminosa.
De acordo com o jornal O Globo, a advogada afirmou, enquanto a sessão ainda transcorria em caráter reservado, que fez tudo por amor a um chefe do PCC preso em Franca (SP), conhecido como Evandro e pelo apelido de Lobisomem.
"Fiz por pressão, estava envolvida", justificou Adriana, garantindo que, após alguns meses de "namoro" com Lobisomem, passou a ser ameaçada de morte caso não desse as informações requeridas pelo PCC.
Em uma das gravações, ela revela a Eurípedes Moura Júnior, o Perna, preso em cadeia do Jardim Guanabara, onde o cliente poderia ser encontrado. Perna teria repassado as informações para membros do PCC a fim de efetuar o assalto, que acabou não se concretizando.
Outra escuta mostra a advogada dando mais detalhes sobre o local de trabalho de seu cliente a um criminoso não identificado: "É uma rua sem saída. Lá no escritório deles é mamão com açúcar, não tem guarda. É só entrar lá", disse.
Adriana, que admitiu ainda ter defendido outros criminosos do PCC, reponde em liberdade a processo pelos crimes de associação para o tráfico, formação de quadrilha e estelionato. Flagrado em conversa com a advogada, Perna escapou da cadeia no dia 11 de junho e foi recapturado na madrugada seguinte, nos fundos do escritório de Adriana. Ela foi suspensa pela OAB.
Pressionada pelos parlamentares, ela reconheceu ter repassado informações sobre o paradeiro de um homem que recém tinha recebido R$ 30 mil na partilha de bens em processo de divórcio. Escutas telefônicas da polícia já haviam flagrado Adriana repassando informações sobre o cliente a criminosos da facção criminosa.
De acordo com o jornal O Globo, a advogada afirmou, enquanto a sessão ainda transcorria em caráter reservado, que fez tudo por amor a um chefe do PCC preso em Franca (SP), conhecido como Evandro e pelo apelido de Lobisomem.
"Fiz por pressão, estava envolvida", justificou Adriana, garantindo que, após alguns meses de "namoro" com Lobisomem, passou a ser ameaçada de morte caso não desse as informações requeridas pelo PCC.
Em uma das gravações, ela revela a Eurípedes Moura Júnior, o Perna, preso em cadeia do Jardim Guanabara, onde o cliente poderia ser encontrado. Perna teria repassado as informações para membros do PCC a fim de efetuar o assalto, que acabou não se concretizando.
Outra escuta mostra a advogada dando mais detalhes sobre o local de trabalho de seu cliente a um criminoso não identificado: "É uma rua sem saída. Lá no escritório deles é mamão com açúcar, não tem guarda. É só entrar lá", disse.
Adriana, que admitiu ainda ter defendido outros criminosos do PCC, reponde em liberdade a processo pelos crimes de associação para o tráfico, formação de quadrilha e estelionato. Flagrado em conversa com a advogada, Perna escapou da cadeia no dia 11 de junho e foi recapturado na madrugada seguinte, nos fundos do escritório de Adriana. Ela foi suspensa pela OAB.
Fonte:
Terra
URL Fonte: https://reporternews.com.br/noticia/289687/visualizar/
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