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Economia
Sexta - 20 de Maio de 2005 às 18:20
Por: Alana Gandra

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Rio – As distribuidoras de energia esperam apenas uma manifestação formal do governo para iniciarem a negociação sobre troca do indexador para reajuste das contas de luz. "Se o governo chegar a propor, nós vamos sentar para discutir, até para ver qual é a proposta para eventualmente alterar alguma coisa que está no fundamento do contrato", afirmou o presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (ABRADEE), Luís Carlos Guimarães.

Atualmente, as tarifas de energia são reajustadas pelo Índice Geral de Preços do Mercado(IGP-M). Mas o governo federal já manifestou interesse em substituir o IGP-M, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo(IPCA).

Luiz Carlos Guimarães frisou que como se trata de uma negociação, o setor quer ver como ela vai se processar. Frisou, entretanto, que "em tese, a troca simples de indicador não será feita jamais pelas distribuidoras, até porque entendemos que a empresa, quando fez a oferta e assinou o contrato, ela levou em conta nos seus cálculos o indicador IGP-M. Qualquer alteração contratual terá que ser reexaminada profundamente pela própria empresa".

O Presidente da Abradee analisou que uma possível alteração de índices de reajuste envolverá inclusive uma compensação para as empresas. "Esse é nosso entendimento". Disse que a compensação pode ser feita de várias maneiras, como por exemplo, através da "consolidação de alguma coisa em termos de contratos", ou "estabilização maior do negócio". Ressaltou a necessidade de se ouvir primeiro o governo, tendo em vista que o pleito não é das empresas. As companhias não estão se queixando dos contratos, avaliou.

Reconheceu que o indicador que reajusta monetariamente o valor da tarifa é algo da maior importância para quem está no negócio. "Então, é a última coisa que nós gostaríamos de ver modificado. Não tenha dúvida. Mas, não podemos ser também resistentes ao ponto de não sentar para discutir e ver se há uma negociação a ser feita. Se há essa sinalização, esse pleito, pode contar conosco. Tenho certeza que seremos bons ouvidos".





Fonte: Agência Brasil

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