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Cidades/Geral
Quarta - 23 de Março de 2005 às 16:40
Por: Joana Dantas

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Cerca de 4,8 mil profissionais da construção civil serão capacitados e treinados durante o ano, em 50 cursos de diferentes áreas da atividade, nos oitos principais municípios pólos de Mato Grosso, iniciando por Água Boa, Campo Novo e Sorriso.

Trata-se do projeto “Colher na Massa”, uma ação social do Governo do Estado em parceria com o Senai-MT (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o Sinduscon (Sindicato das Indústrias da Construção Civil). Em solenidade, na noite dessa terça-feira (22), no Fiemtec, o governador Blairo Maggi assinou três contratos do convênio para qualificações de mão-de-obra com o Senai e com as prefeituras dos municípios beneficiados com o projeto piloto. O Senai é o responsável por ministrar os cursos e fornecer os instrumentos para sua realização.

O treinamento, para o qual o Governo destinou do projeto piloto aproximadamente R$ 502 mil do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), utiliza método inédito que suplanta a sala de aula, é aplicado também nos canteiros de obras. Os alunos ainda terão no decorrer do aprendizado acompanhamento psicológico e palestras de incentivo, para estimular a continuidade na profissão e sua ascensão no mercado de trabalho.

“O trabalhador não precisa se deslocar do seu local de trabalho para se aperfeiçoar e adquirir novos conhecimentos. Por meio da oficina móvel, Kits (60 unidades) equipados com todos os materiais necessários para o desempenho do trabalho, o profissional poderá se exercitar na prática. É um projeto complexo e abrangente do Governo, pensado na maximização da utilização dos recursos e no aprendizado do profissional”, observou o secretário de Infra-estrutura, Luiz Antônio Pagot, lembrando que no Estado existem mais de 800 canteiros de obras em execução. Também estão à frente do projeto as secretarias Emprego, Trabalho e Cidadania (Setec) e a Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme).

Segundo o governador, no Estado com crescimento econômico acelerado não tem mais espaço para mão-de-obra desqualificada, oferece sim muitos empregos, porém, para trabalhadores capacitados. Por isso, outros cursos de qualificações nas mais diversas áreas econômicas estão em andamento em Mato Grosso, comandados pela Setec.

“O Colher na Massa é mais um exemplo de Mato Grosso mostrando que podemos alcançar o progresso sem excluir a população do processo e existem formas de fazer a inclusão social tão importante para o desenvolvimento econômico, porque as pessoas de baixa renda podem e devem participar desse crescimento”, sintetizou Maggi.

Segundo ele, o projeto é um modelo de ação social que qualifica a mão-de-obra, melhora a prestação do serviço das empresas e a qualidade de vida do trabalhador, de sua família e da sua comunidade, e ajuda no desenvolvimento sustentável do Estado.

“O curso é um trabalho social forte que proporcionara aos homens e mulheres melhores condições de vida, de emprego e de rendimentos, eles não serão mais os mesmos”, disse Maggi.

Dentre os cursos a serem ministrados com 24 níveis de qualificação destacam-se carpinteiro telhadista, instalação de metais e louças, sanitárias, instalações elétricas e hidráulicas, leitura e interpretação de desenho na construção civil, mestre de obras, assentador de revestimentos cerâmicos e armador de ferro. O objetivo do Governo e estender esses cursos a mais 130 municípios.

A secretária da Setec, Terezinha Maggi, lembrou que em muitos municípios era difícil a implementação de obras do Governo como estrada e construção de casas por carência de mão-de-obra capacitada para o serviço, muitas obras foram paralisadas por essa deficiência. “O treinamento é mais que mais que um aprendizado e uma oportunidade de vida”, frisou Terezinha.

Para o titular da Sicme, Alexandre Furlan, o projeto resgata a cidadania e a devolve a dignidade ao trabalhador. “Estamos assistindo um salto de qualidade dentro do crescimento proposto pela administração Maggi. Estado que deixou de ser apenas extrativista para se tornar uma economia de mercado, para tanto foram impostos desafios e Mato Grosso está sabendo superá-los, apesar dos inevitáveis cenários de crise, caminhamos mais do que reclamamos”, ponderou Furlan, complementando: “o conceito de desenvolvimento social é o maior mérito a que se pretende o projeto, mais uma parceria que faz do Estado um referencial para o país”.

O presidente da Fiemt (Federação das Indústrias), Nereu Pasini, destaca que o projeto vai atender as novas exigências do mercado. “As novas tecnologias, os prazos, os materiais, e as novas técnicas exigem um profissional especializado na atividade, o curso vem para atender a essas necessidades. E a iniciativa como todas as outras me deixam grato a Maggi pelo dinamismo que emprega em sua administração”, disse.





Fonte: Secom - MT

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