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Sexta - 24 de Dezembro de 2004 às 09:20
Por: Maria Angélica Oliveira

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Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e os Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encontraram irregularidades em 13 madeireiras da região de Guarantã do Norte, na região norte de Mato Grosso.

Das 20 fiscalizadas, apenas sete estavam legais. A operação durou duas semanas e terminou na segunda-feira, dia 20.

Nos pátios de oito empresas localizadas na região, a equipe encontrou 2,44 mil metros cúbicos de madeira sem documentação. A checagem foi feita contabilizando a quantidade de toras e verificando se a carga possuía documentos de origem da madeira, uma espécie de “nota fiscal” do produto. Os 11 autos de infração expedidos pelo órgão federal totalizaram R$ 686,4 mil. A maior multa foi de R$ 378,3 mil.

“As madeiras vêm de um desmatamento não legalizado, entram no pátio às escondidas, transportadas à noite e nos finais de semana. Aí a empresa usa nota calçada ou compra notas fiscais de alguma empresa para legalizar”, explica o gerente do escritório do Ibama em Guarantã do Norte, Sílvio da Silva.

O trabalho foi possível porque o Ibama conseguiu recuperar alguns arquivos nos computadores do escritório da empresa por meio de “back-ups”.

O local foi incendiado no dia 23 de novembro passado. O escritório seria o próximo a passar por uma auditoria do órgão federal. No local, Sílvio havia encontrado cerca de 300 Autorizações para Transporte de Produtos Florestais (ATPF´s) calçadas.

Para o superintendente do Ibama em Mato Grosso, Hugo Werle, o resultado reforça as evidências de irregularidades no setor madeireiro da região norte de Mato Grosso. “E as empresas com maiores problemas ainda não foram fiscalizadas”, acrescenta o superintendente.

Cinco empresas fiscalizadas estavam com problemas na documentação. Notificadas, elas têm até 20 dias para regularizar a situação junto ao Ibama, sob o risco de serem impedidas de continuar operando.

Segundo Sílvio, o Ibama está esperando que as madeireiras repassem documentos para o órgão já que o fogo destruiu quase todos os arquivos.

As toras que não tiveram a origem comprovada foram apreendidas e serão destinadas à doação. A equipe, composta por 12 agentes de fiscalização do Ibama, retoma as atividades em janeiro.

Ainda há 40 empresas em atividade nos municípios onde o escritório de Guarantã atua: Terra Nova do Norte, Peixoto de Azevedo, Matupá e Novo Mundo.




Fonte: Diário de Cuiabá

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