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Economia
Sábado - 18 de Dezembro de 2004 às 04:06
Por: Silvana Rocha, Mario Rocha e L

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São Paulo - O risco país caiu 1,50% nesta sexta-feira, para 393 pontos, o nível mais baixo desde 23 de outubro de 1997 (374). Com isso, mais o fluxo cambial positivo, o dólar voltou a cair, desta vez 1,02%, para R$ 2,711, apesar do leilão de compra feito pelo Banco Central. O Ibovespa recuou 0,67%, os juros futuros projetaram queda e o C-Bond ganhou 0,12%, vendido com ágio de 1,813%. Na mínima do dia, o comercial perdeu 1,06%, para R$ 2,71. O enfraquecimento do dólar ante o euro e a firme demanda por títulos brasileiros no mercado da dívida também estimularam a oferta de moeda americana.

No mercado da dívida, com a redefinição das carteiras para o próximo ano, fundos de pensão e fundos dedicados a países emergentes fizeram fortes apostas no Brasil e outros emergentes, que sustentaram o avanço dos títulos. Por isso, além do Global 40 e C-Bond, houve maior demanda pelos Globals 2012, 2014 e 2024. Isso explica a desconexão entre o comportamento dos papéis brasileiros e o dos títulos do Tesouro americano, que nesta sexta-feira pagaram juros maiores.

Na BM&F, todos os contratos de dólar futuro projetaram cotações mais baixas. Para janeiro, a expectativa é de queda de 1,09%. O leilão do BC foi feito quando o comercial caía 0,18%. A taxa de corte foi estabelecida em R$ 2,733. Segunda-feira, devem sair das reservas internacionais do País US$ 202 milhões para o pagamento de uma parcela do principal da dívida com o FMI.

Na Bovespa, os investidores aproveitaram a alta do petróleo futuro e a queda das Bolsas americanas para realizar lucros, depois de cinco pregões consecutivos de valorização. O volume financeiro foi de R$ 1,329 bilhão. Além da realização de lucros, a Bolsa paulista foi influenciada pelo exercício de opções em ações, marcado para segunda-feira. As atenções estão em Telemar cotada a R$ 44, que tem o maior número de contratos em aberto. Ontem, Telemar PN fechou em R$ 43,17, avançando 0,19%. As maiores altas foram de Caemi PN (2,49%), Banco do Brasil ON (1,86%) e Embraer PN (1,70%).

As principais quedas ficaram com Embratel Participações PN (4,77%), Bradesco PN (4,02%) e Tele Centro Oeste PN (3,55%). O mercado de juros corrigiu a alta de quinta-feira, considerada exagerada. O contrato futuro de abril, o mais negociado, projetou taxa de 17,93% ao ano.




Fonte: Agência Estado

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