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Repórter News - reporternews.com.br
Saúde
Quinta - 20 de Maio de 2004 às 19:14
Por: Simone Wesley

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Quase um terço das mulheres mato-grossenses engravidam antes de atingirem a idade adulta. Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (Ses), em Mato Grosso, 28% das mulheres na faixa etária de 10 a 19 anos já engravidaram pelo menos uma vez.

Com o objetivo de reduzir os índices de gravidez na adolescência no Estado, a Secretaria capacitou 48 profissionais dos 14 Escritórios Regionais de Saúde, nesta quinta-feira (20.05), no Hotel Fazenda Mato Grosso. A oficina faz parte de uma série de atividades realizadas durante o mês de maio, referentes à Saúde da Mulher.

Em 2004, a Ses vai capacitar equipes do Programa Saúde da Família de 43 municípios dos Escritórios Regionais de Cuiabá, Rondonópolis e Cáceres, além de toda equipe da Atenção Básica.

O Governo do Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, vai começar a distribuir anticoncepcional de emergência, mais conhecida como pílula do dia seguinte, nestes 43 municípios, incluindo também Várzea Grande.

Os técnicos treinados vão atuar como multiplicadores no interior, com a finalidade de ampliar o acesso à informação e sensibilização sobre a importância do planejamento familiar, métodos contraceptivos e a redução da mortalidade materna.

De acordo com o secretário adjunto de Saúde, Juliano Canavarros, o Governo Estadual quer investir nas políticas da Saúde da Mulher. “Os índices são alto, mas a Ses está tomando providências para sanar este problema”, esclareceu Juliano Canavarros.

A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS), realizada em 1996, demonstrou que 14% das mulheres nesta faixa etária tinham pelo menos um filho e que as jovens mais pobres tinham mais filhos do que as de melhor nível sócio-econômico.

Segundo o secretário adjunto, a grande maioria dos adolescentes é pouco informada a respeito da própria sexualidade e reprodução. “Muitos não sabem dizer "não" ao sexo indesejado ou negociar a prática do sexo seguro”, afirma.

DST-AIDS - Juliano Canavarros fala também que pelo fato do adolescente ser mais propenso a dispensar o preservativo há um outro perigo que são as Doenças Sexualmente Transmissíveis e o risco da transmissão do HIV, que neste caso é de três a cinco vezes maior.

No Brasil, 13% dos casos diagnosticados entre 1980 e 1998 foram em adolescentes. Ainda que não infectados pelo HIV, existem jovens marcados por cicatrizes psicológicas e desvantagens educacionais por terem que cuidar de parentes contaminados. Em Mato Grosso, em 2003, foram notificados sete casos de AIDS, na faixa etária de 15 a 19 anos.

Ele disse também que a gravidez na adolescência é uma das causas da mortalidade materna. Segundo Juliano Canavarros, o corpo do adolescente não está preparado para uma transformação tão rápida e prematura. “Podem ocorrer hemorragias, infecção pós - parto, hipertensão e até mesmo os abortos”, explica.

“A humanização e a qualidade no atendimento é um dos objetivos de nossa gestão. Queremos implementar as políticas de saúde que contribuem para a garantia dos direitos humanos das mulheres, reduzindo a mortalidade materna por causas previsíveis e evitáveis”, complementou o secretário de Estado de Saúde, Marcos Henrique Machado.




Fonte: Secom - MT

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