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Economia
Segunda - 12 de Abril de 2004 às 11:55
Por: Maria Regina Silva

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São Paulo - O próximo valor do salário mínimo deve ser um sinalizador do governo na linha do crescimento e da melhoria da renda do trabalhador, na opinião do presidente nacional do PT, José Genoino. Porém, ele disse que não cabe à legenda discutir números, mas informou que o PT atuará junto com o governo para definir um "bom" salário mínimo no dia 1º de maio.

Genoino informou nesta manhã em entrevista ao site do partido que na reunião do Diretório Nacional do partido que acontece no próximo fim de semana, pretende debater sobre projetos de desenvolvimento para o Brasil, com crescimento do emprego e da renda, e não se prender somente às metas macroeconômicas. "Temos de debater como articular todas as iniciativas e projetos do governo com a política industrial, o projeto para a construção civil, o crédito popular e o aumento do salário mínimo", enfatizou.

MST

O presidente nacional da legenda condenou a ocupação de terras produtivas, como a que ocorreu na fazenda Veracel, na Bahia, por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Segundo Genoino, o governo já deu sinalização do seu compromisso com a reforma agrária e irá cumprir as metas anunciadas ao MST, à Confederação Nacional dos Trabalhadores (Contag), ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), entre outros. Portanto, os movimentos têm de respeitar a autoridade democrática do governo, disse Genoino.

Questionado se a base de sustentação do governo no Congresso está dividida para a disputa das eleições municipais nas capitais e nas grandes cidades, ele comentou que o processo de fechamento de alianças está começando agora e, em muitos desses locais, elas só deverão acontecer no segundo turno.

O petista disse ainda que apóia as iniciativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de discutir com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com os chefes de Estado os investimentos nas estatais. "O governo não pode ficar no debate ideológico sobre metas, mas como ter uma administração fiscal e cambial e trabalhar para uma queda consistente nos juros."




Fonte: Estadão.com

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