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Esportes
Sábado - 03 de Abril de 2004 às 12:02
Por: Michel Castellar

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Rio de Janeiro - Dois anos e cinco meses após Daniele Hypolito consagrar seu nome na história da ginástica feminina, ontem foi a vez de seu irmão, Diego, seguir seus passos ao conquistar a medalha de ouro nos exercícios de solo, durante a terceira etapa da Copa do Mundo, no centro de convenções Riocentro, em Jacarepaguá. Em seguida, Mosiah Rodrigues, que será o único representante masculino nos Jogos Olímpicos de Atenas, também obteve êxito ao terminar em segundo no cavalo com alças. Para fechar o dia em altíssimo nível, Daniele Hypólito ganhou a medalha de prata nas paralelas assimétricas.

Em 2001, Daniele conquistou a primeira medalha para a ginástica feminina brasileira no Mundial de Ghent, na Bélgica, e Diego também se tornou o pioneiro entre os homens, com uma apresentação “perfeita”, que lhe rendeu a nota 9,712. Em segundo ficou o americano Morgan Hamm, 9,637, e, em terceiro, o atual campeão mundial da modalidade, Jordan Iovtchev, da Bulgária.

"Nunca poderia imaginar que ganharia do campeão mundial. E foi a maior nota da minha carreira (a anterior era de 9,667)", disse Diego, que dedicou a medalha a sua mãe, Geni, que faz aniversário neste domingo, a Deus e ao técnico Renato Araujo, com quem trabalha há nove anos. "Mas sabia que a medalha sairia de uma hora para a outra, mas não esperava que fosse o ouro."

Um dos destaques da série vitoriosa de Diego foi a seqüência inicial de cinco elementos. Ele começa sua apresentação com uma rondada, seguida de tempo, mortal carpado com dupla pirueta e meia, bate pirueta e bate pirueta e meia. Somente esta seqüência é responsável pela obtenção de 0,7 décimos e ele é o único do mundo a conseguir realizá-la.

A expectativa de Diego, agora, é para a final de salto hoje, onde também é um especialista e terminou em primeiro lugar nas elimminatórias de sexta-feira. Indagado sobre o fato de não cmpetir em Atenas, o ginasta elogiou Mosiah e afirmou: "teria ainda muitas oportunidades de ir a uma olimpíada".

Mosiah também comemorou muito a medalha de prata no cavalo com alças. Destacou que o maior sofrimento foi o de esperar a apresentação dos outros sete competidores para poder confirmar seu resultado, já que foi o primeiro da série. "A espera foi angustiante e a ficha ainda não caiu. Minha mãe está aí e dedico esta medalha a ela", vibrou. A primeira colocação ficou com o húngaro Krisztia´n Berki. Michel Conceição, nas argolas, obteve a sexta colocação.

Apesar de não ter ganho medalha, tanto Daiane dos Santos quanto Daniele se mostraram contente com o quarto lugar e quinto lugares, respectivamente, na prova de salto, vencida pela usbeque Oksana Chusovitina. A atual campeão mundial dos exercícios de solo, afirmou ainda precisar melhorar seu desempenho no aparelho, o que será feito até os Jogos da Grécia.

"O segundo salto não foi tão bom quanto esperava. Mas é o máximo que consegui fazer", contou Daiane, falando em seguida sobre sua apresentação de hoje, na final do solo, ao som do choro Brasileirinho, de Valdir Azevedo. "Ainda não sei que série (elementos acrobáticos, com os saltos duplo twist carpado e estendido) farei amanhã (04), porque tenho três. Somente na hora o Oleg me fala (Ostapenko, técnico da seleção).

PRATA - Sem medalha no salto, Daniele conseguiu a de prata, nas paralelas assimétricas, para presentear a mãe e completar a festa da família. Ela superou Oksana, mas não obteve pontuação para vencer a americana Allyse Ishino, que ficou com a medalha de ouro. A outra atleta brasileira neste aparelho, Camila Comin, terminou na quinta posição.

Este domingo é o último dia de disputas de finais da terceira etapa da Copa do Mundo de Ginástica. E além da solo, as mulheres competirão na trave. Já os homens estarão disputando medalhas no salto, barras paralelas e barra fixa.




Fonte: Estadão.com

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