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Economia
Terça - 08 de Julho de 2014 às 16:28

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O mercado reduziu pela sexta semana consecutiva sua expectativa para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. Economistas de instituições financeiras agora vêem expansão de 1,07% da economia brasileira em 2014, contra 1,10% na semana anterior.

O levantamento do Boletim Focus, do Banco Central - que colhe projeções entre cerca de cem instituições - mostra ainda que os especialistas não mudaram suas contas sobre a inflação neste ano.

A projeção para o IPCA, a inflação oficial do país, se manteve em 6,46%, próximo do teto da meta do governo, de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Os economistas mantiveram também a projeção de que a Selic encerrará o ano a 11%, mesmo patamar das últimas pesquisas do Focus. A estimativa para a produção industrial partiu de queda de 0,14% para recuo de 0,67%.

As revisões para este ano ocorrem após o IBGE informar uma queda de 0,6% na produção industrial no mês em maio, feitos os ajustes sazonais. Foi o maior recuo do ano, puxado pelo segmento de automóveis, cuja produção caiu 3,9%.

Para evitar o agravamento do quadro, ainda na semana passada, o governo federal adiou a elevação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para móveis e automóveis até 31 de dezembro.

E o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, informou que o governo federal estuda mais medidas de apoio à indústria, em especial o segmento de bens de capital, cuja produção caiu 2,6% em maio.

Apesar de não terem alterado as projeções para a inflação, os analistas vêem os preços administrados mais pressionados. A estimativa para 2014 saiu de 5% para 5,10% de aumento e a de 2015, de 6,75% para 7%.

Para 2015, o mercado manteve suas projeções para a inflação (6,10%), para a Selic (12%) e para a expansão do PIB (1,5%), mas reduziu a da indústria de 2,20% para 2,10%.

RELATÓRIO - Em junho, em seu Relatório Trimestral de Inflação, o BC reduziu a projeção de crescimento do PIB de 2014 a 1,6%, ante 2% anteriormente.

Ao mesmo tempo, piorou suas contas sobre a inflação neste ano e no próximo, mas argumentou que à frente ela entrará em convergência para a meta. O BC vê que o IPCA subirá 6,4% neste ano pelo cenário de referência, ante previsão anterior de 6,1 - praticamente no teto da meta de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais.

Já sobre a política monetária, o BC reforçou com o Relatório de Inflação a ideia de que não deve mexer na taxa básica de juros tão cedo. Boa parte dos especialistas vêem isso como consequência da preocupação do BC de não afetar ainda mais a atividade. 





Fonte: Da Folhapress

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