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Economia
Sexta - 03 de Abril de 2015 às 11:26

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As famílias paulistanas aumentaram significamente a intenção de contrair financiamento em março –o índice é de 33,5% em relação ao mesmo período de 2014. Já no comparativo mensal, o índice apresentou queda de 7,5% e registrou 25,3 pontos.


Segundo a Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento, apurada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a intenção de financiamento caiu em relação a fevereiro, mas está muito acima do visto em 2014.

A assessoria econômica da federação destaca o aumento do risco entre os não endividados, que, em decorrência do aperto orçamentário visto nos últimos meses, reduziram significativamente a sua poupança. O índice de segurança de crédito - não endividados, passou de 103,1 pontos em março de 2014, para 77,8 pontos em fevereiro de 2015, e para 90,9 pontos em março deste ano.

Por outro lado, o índice de segurança de crédito dos endividados não apresentou grandes mudanças no perfil, anotando 72,7 pontos neste mês, enquanto marcou 76,5 pontos em fevereiro deste ano, e 66,1 pontos em março de 2014. De acordo com a assessoria, essa categoria tem feito grande esforço para manter o orçamento em equilíbrio.

O indicador que mede a segurança do crédito avançou em março (7,5%), na comparação com o mês anterior, mas caiu (-2,4%) em relação a março de 2014, registrando 83,1 pontos e melhorando a situação do risco.

Para a assessoria econômica da FecomercioSP, a movimentação desses dois índices relacionados a financiamento e segurança em direções opostas reflete as reduções de crescimento e de geração de emprego, com inflação em alta.

A FecomercioSP avalia que, nos próximos meses, a probabilidade de se elevar o risco de o consumidor tomar o crédito e não conseguir pagar não é pequena, em razão da escassez de recursos para as famílias.

A tendência de longo prazo, segundo a FecomercioSP, é a poupança continuar campeã das escolhas das famílias que têm aplicações - neste mês, correspondeu a 76,9% das aplicações. Em seguida, vieram renda fixa, com 10,4%; outras aplicações, com 6,1%; previdência privada, com 4,3%; e ações, com 2,2%.





Fonte: Do G1

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