SEQUESTRO DE CRIANÇA
Itália retira ordem de extradição dos pais da menina Ida Verônica Advogado de Paolo Ceccato e Ida Feliz diz que pedirá indenização; caso aconteceu em 2013, em Cuiabá
A ordem de extradição expedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso contra o casal Paolo Milano Ceccato, de 45 anos, e Elida Isabel Feliz, de 35, acusados de sequestrarem a filha Ida Verônica, de 10 anos, em 2013, foi retirada pelo Tribunal de Recursos de Veneza (Itália).
Os pais biológicos de Ida Verônica estão livres e, segundo seu advogado, Paul Salandin, eles irão pedir indenização por danos morais.
Segundo Saladin, já se passaram 40 dias desde que o casal foi detido na cidade italiana de Treviso, mas as autoridades brasileiras ainda não apresentaram o pedido de extradição, tampouco os documentos pedidos pela Justiça da Itália.
O advogado acusou "ineficácias" no mandado de prisão do casal e entrou com um pedido de anulação da prisão de Paolo e Elida.
No dia 3 de junho, o Juizado de Instrução do Tribunal de Recurso de Veneza concedeu liberdade ao casal.
Eles estavam presos desde o dia 22 de maio, em cumprimento a um mandado de captura internacional, emitido pela Justiça de Mato Grosso.
Segundo o Il Giornale Di Vicenza, o juiz decidiu que os acusados cumprissem a pena em
O pai de Ida Verônica disse, ainda em entrevista, que a prisão na Itália era "um
“Prisões italianas? Em comparação com os do Brasil, são um resort de luxo”, afirmou.
O casal foi preso no Brasil por tráfico de drogas, em 2006.
Entenda o caso
Ida Verônica foi raptada da casa em que morava com a família adotiva, em Cuiabá, em abril de 2013.
Apontados como os principais mandantes do sequestro, os pais biológicos da garota são condenados por tráfico internacional de drogas, segundo informações da Polícia Civil, na época.
Ambos foram presos no Brasil por tráfico de drogas em 2006. A mãe, Élida, foi presa em um
Já o pai, Pablo, foi preso por tráfico internacional e expulso do país no ano de 2009, após cumprir pena por tráfico de drogas em Mato Grosso.
A mãe, que tem nacionalidade dominicana, foi colocada em liberdade, mas depois teve novamente a prisão preventiva decretada pela Justiça de Santa Catarina, por quebra de regime.
No dia 30 de setembro de 2010, a mulher fugiu do país, levando outro filho biológico - na época, com três anos -, que morava provisoriamente com uma família, na cidade de Tubarão (SC).
O menino nasceu na prisão.
Na ocasião, a mãe biológica aproveitou-se de uma das visitas autorizadas pela Justiça e raptou a criança.
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